Portugal

Marcelo concorda com Costa quanto à falta de poderes da EMA nas vacinas

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecora a Liga dos Combatentes como Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, nas cerimónias comemorativas do 100.º aniversário da Fundação da Liga dos Combatentes, do 103.º aniversário da Batalha de La Lys, e do Dia do Combatente, na Batalha, 09 de abril de 2021. PAULO CUNHA /LUSA

O Presidente da República concordou este sábado com o primeiro-ministro sobre a necessidade de a Agência Europeia de Medicamento (EMA) ter mais poder para que cada estado não tenha uma posição diferente sobre vacinas contra a covid-19.

À margem da inauguração da Casa Memória Joana Luísa e Sebastião da Gama, em Azeitão, no distrito de Setúbal, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre a pandemia de covid-19 em Portugal e se o facto de o Rt (índice de transmissibilidade) estar a subir o preocupava.

Preocupa-me aquilo que preocupa o senhor primeiro-ministro [António Costa] também, que é a entidade reguladora dos medicamentos a nível europeu não ter mais poder de tal forma que se não verifique aquilo que se verifica que é cada estado europeu ter uma posição diferente sobre as vacinas“, respondeu.

Na perspetiva do Presidente da República, “se há uma entidade europeia encarregada de regular o medicamento”, quando esta emite uma posição “é de supor que isso abrange todos os países que integram a União Europeia”.

“Porque eu imagino a perturbação que é para os europeus e também para os portugueses, terem decisões diferentes no espaço de 24 horas, uma europeia e outra nacional e várias nacionais diferentes entre si. Isso preocupa o senhor primeiro-ministro, preocupa-me a mim”, disse.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro lamentou a ausência de uma posição comum europeia sobre a vacina da AstraZeneca, defendeu poderes reforçados para a Agência Europeia do Medicamento e advertiu que não se deve colocar em causa a vacinação.

No entanto, há algo que não preocupa Marcelo Rebelo de Sousa, que é o número de internados e de internados em cuidados intensivos.

“E apesar de tudo preocupa-me o número de mortos, mas é um número que está longe dos números verificados há semanas ou meses atrás”, acrescentou.

Sobre a covid-19, o próximo passo de Marcelo Rebelo de Sousa é ouvir os especialistas e ouvir os partidos.

“Haverá uma reunião no Infarmed na terça-feira de manhã e durante a tarde, porventura ao começo da noite de terça-feira ouvirei todos os partidos com assento na Assembleia da República antes de enviar para o Governo o projeto de decreto, se for essa a decisão, receber o parecer do Governo e depois enviar para a Assembleia da República, se for essa a minha decisão, para poder ser debatido no dia seguinte na Assembleia da República”, detalhou.

Na quarta-feira, o chefe de Estado disse esperar que o estado de emergência termine no final de abril, após uma última renovação, e dê lugar a “uma boa onda”.

Questionado sobre os dados da evolução da covid-19 em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que “abril é um mês decisivo” e realçou que “há uma parte que passa pelas pessoas, o que é que as pessoas fazem, o tipo de convívio que têm, a criação ou não de condições para que o desconfinamento seja suave e progressivo”, sem “sobressaltos” indesejáveis.

JN

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