Portugal

Mais de metade dos portugueses ficaram em casa na Páscoa

Desde o feriado de Sexta-feira Santa até ao domingo de Páscoa 54% dos portugueses permaneceram em casa, segundo os dados da empresa PSE. No mesmo período do ano passado, este número foi superior, com 74% da população a cumprir o dever de confinamento.

O país viveu este ano mais uma Páscoa diferente, com restrições e limitações de circulação. De acordo com os dados sobre mobilidade e confinamento divulgados esta terça-feira pela PSE, no domingo de Páscoa, 56,5% dos portugueses mantiveram-se em casa, um valor inferior aos 79% que respeitaram o dever de confinamento no domingo de Páscoa de 2020, que é até agora o dia com maior confinamento no país desde o início da pandemia.

“Em termos gerais, o fim de semana de Páscoa revelou uma mobilidade em linha com o que são os sábados e domingos na atualidade mais recente: menor mobilidade do que nos dias úteis, e mais portugueses a efetuarem deslocações de proximidade”, adianta a PSE.

Ao analisar a mobilidade dos portugueses durante a semana da Páscoa verificou-se que em 2021 a circulação “foi 76% superior à verificada na Páscoa de 2020, ponto mais alto do primeiro lockdown [confinamento]”. Um sinal claro do atual processo de desconfinamento que o país ultrapassa.

Importa notar, também, que as limitações impostas para a Páscoa deste ano foram inferiores às restrições impostas no mesmo período do ano passado, quando o país vivia o pico do primeiro confinamento.

No que diz respeito aos dias úteis, a mobilidade da população continua acelerar. Na segunda-feira, o primeiro dia da segunda fase do plano de desconfinamento do governo, cerca de 42% dos portugueses fizeram viagens com mais de dez quilómetros, ou seja quem circulou, circulou mais. Também o índice de mobilidade foi o maior registado desde o ínicio deste confinamento, com 90% da população a sair de casa.

JN

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