Portugal

Idosos vão ter duas horas para fazer compras nos supermercados

Os supermercados, e outras lojas alimentares, de medicamentos ou bancos vão ter um horário específico para os mais velhos poderem fazer compras durante o período de emergência.

O Conselho de Ministros está reunido desde manhã para debater as medidas que serão tomadas para restringir a circulação dos portugueses e as suas exceções. Mas há um documento de trabalho que já dá a entender o que poderemos ou não fazer nos próximos tempos.

As pessoas com mais de 65 anos, e por isso mais vulneráveis ao novo coronavírus, passam a ter um horário específico de atendimento nos supermercados (tal como alguns já estão a fazer para profissionais de saúde). As primeiras duas horas a partir da abertura de cada estabelecimento ficam reservadas a esta população. Mas, após esse período, os mais velhos ficam impedidos de entrar nestas lojas.

A medida faz parte de um documento de trabalho, a que o JN teve acesso, que está a servir de base para a reunião do Conselho de Ministros a decorrer na tarde desta quinta-feira, em que serão aprovadas as restrições à vida dos que moram em Portugal decorrentes da declaração do estado de emergência, decretado quarta-feira, pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Além dos supermercados, os mais velhos podem aceder a todos os estabelecimentos que vão ficar abertos, mas sempre com a restrição de o fazerem nas duas primeiras horas. Estão incluídos os restantes estabelecimentos de bens alimentares, farmácias e bancos, entre outros.

assistência a pessoas vulneráveis, como os mais velhos, mas também a outras pessoas vulneráveis, como portadores de deficiência ou outros dependentes, está contemplada como uma exceção às restrições nas deslocações.

A deslocação por outras razões familiares imperativas, como as de progenitores que partilhem responsabilidades parentais, conforme determinado por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competentes, também está prevista nas exceções.

As pessoas com deficiência ou incapacidade, grávidas, acompanhantes de crianças de colo, profissionais de saúde ou outros cidadãos que se encontrem “numa situação de especial vulnerabilidade”, devem ser atendidas com prioridade.

O Governo pretende ainda que quem esteja em vigilância ativa pelas autoridades de saúde fique confinado ao isolamento obrigatório, mesmo que no domicílio, sob pena de incorrer no crime de desobediência.

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