Portugal

Governo “não pondera, para já, avançar com cercas sanitárias”

Governo "não pondera, para já, avançar com cercas sanitárias"
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, fala aos jornalistas durante a conferência de imprensa sobre a covid-19 realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa, 14 de abril de 2020. Portugal regista hoje 567 mortos associados à covid-19, mais 32 do que na segunda-feira, e 17.448 infetados (mais 514). MANUEL DE ALMEIDA/POOL/LUSA

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, garantiu esta sexta-feira que, neste momento, o Governo não equaciona avançar com cercas sanitárias nos concelhos mais afetados pela pandemia de covid-19.

“Temos aprendido muito neste processo pandémico e não se consideram, para já, as cercas sanitárias”, garantiu António Lacerda Sales na habitual conferência de imprensa de apresentação dos dados epidemiológicos do país. A confirmação surge numa altura em que estão previstas novas medidas, anunciadas este sábado, para conter a propagação das infeções por SARS-CoV-2.

secretário de Estado Adjunto e da Saúde anunciou ainda que, durante o mês de novembro, foram realizados, em média, 37 mil testes diários à covid-19. Além disso, revelou que Portugal fez uma reserva de 7,5 milhões de testes rápidos, através de um mecanismo europeu, que devem chegar no início de 2021.

Testes esses que, segundo Fernando Almeida, presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), são “uma ferramenta espantosa” não só “para podermos ter capacidade de testagem com critério mas para conseguirmos atuar rapidamente e interromper cadeias de transmissão de vírus”.

Ainda assim, o responsável do INSA recorda que é preciso “muito cuidado” na regulação destes testes, que “têm de ser prescritos por profissionais habilitados”.

Durante a conferência, Lacerda Sales confirmou que existem, neste momento, 477 surtos ativos nas escolas: 58 no Norte, 72 no Centro, 291 em Lisboa e Vale do Tejo, 29 no Alentejo e 27 no Algarve.

No entanto, voltou a defender que os estabelecimentos de ensino não são instituições “com um foco de grande intensidade” de transmissão.

Em relação ao facto de um grupo de peritos da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter desaconselhado o uso do medicamento antiviral Remdesivir para tratar a covid-19, por falta de provas de que seja eficaz, Lacerda Sales assegurou que, a nível europeu, “está a ser feita essa avaliação” e não há, até ao momento, por parte da Agência Europeia de Medicamentos, “nenhuma alteração das orientações de utilização”.

Quanto aos surtos de covid-19 que têm sido registados nas cadeias, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde informou que vai sair em breve uma orientação da DGS sobre o uso de máscaras nos estabelecimentos prisionais.

Contudo, aproveitou para esclarecer que “sim, devem ser utilizadas máscaras dentro das prisões“.

Por fim, questionado quanto à realização do congresso do PCP, Lacerda Sales optou por recordar as palavras do ministro da Administração Interna: “o Governo não pode proibir o que a lei proíbe de proibir”.

Aos governantes não cabe partilhar estados de alma. Cabe-nos assegurar que a lei é cumprida“, sublinhou, acrescentando estar confiante de que “as autoridades estarão à altura das suas responsabilidades.”

JN

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