Portugal

Estado está pronto para “intervencionar e salvar a TAP”

A nacionalização está no horizonte da TAP, após falhar o acordo entre acionistas privados e Estado.

A falta de acordo entre a Atlantic Gateway, que detém 45% do capital da TAP, e o Governo para a aprovação de um empréstimo do Estado levou ao fim das negociações e abre caminho ao regresso da Transportadora Aérea Nacional à esfera pública.

“Na reunião de ontem entre o Governo e os admnistradores privados, a proposta do Estado foi chumbada”, anunciou, esta terça-feira, o ministro das Infraestruturas e da Habitação Pedro Nuno Santos, ouvido na na comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

intervencionar e salvar a TAP
Aviões da TAP no aeroporto Humberto Delgado que se encontra encerrado para o tráfego de passageiros no âmbito das medidas excecionais de circulação para combater a situação epidemiológica da Covid-19, em Lisboa, 09 de abril de 2020. Todos os aeroportos nacionais encontram-se encerrados até às 24 horas de dia 13 para evitar circulação exterior para Portugal ou de Portugal para o exterior. MÁRIO CRUZ/LUSA

“Neste momento, estamos preparados para tudo. Não vamos ceder nas nossas convicções e estamos preparados para intervencionar e salvar a empresa”, acrescentou Pedro Nuno Santos.

“A TAP é muito importante para o país para a deixarmos cair”, disse o ministro das Infraestruturas e da Habitação Pedro Nuno Santos, esta terça-feira, depois de questionado pelo deputado do PSD Cristóvão Norte sobre a notícia do Expresso.

“E 1200 milhões de euros é muito dinheiro”, acrescentou o ministro, que prescindiu da intervenção inicial na comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

Segundo a edição eletrónica do semanário “Expresso”, o Governo está a preparar o decreto de nacionalização, que poderá ir a conselho de ministros ainda esta terça-feira. Apenas o recuo dos acionistas privados pode impedir a nacionalização da TAP.

De acordo com o governante, a proposta de contrato para o empréstimo vai ser submetida ao sócio privado, a Atlantic Gateway, dos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa, cujos representantes estão no Conselho de Administração.

Caso essa proposta não seja aceite, Pedro Nuno Santos garantiu que o Estado fará “uma intervenção mais assertiva na empresa”.

A TAP registou prejuízos de 395 milhões de euros, no primeiro trimestre do ano, anunciou a companhia aérea portuguesa ao mercado, na segunda-feira à noite.

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na segunda-feira à noite, a transportadora aérea refere que no período homólogo de 2019 o resultado líquido negativo foi de 106,6 milhões de euros.

O Estado, representado pela Parpública, irá reunir-se, esta terça-feira, com os privados da Atlantic Gateway, que detêm 45% da TAP SGPS, em assembleia-geral, numa altura em que se finalizam detalhes do acordo para um apoio de 1.200 milhões de euros.

O Conselho de Administração da transportadora, onde o Estado, com 50% da empresa, está representado, pediu aos acionistas para que não avancem com uma proposta que pode ter como consequência a dissolução da sociedade ou redução do capital.

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