Portugal

Em Portugal, o Ministério da Educação manifesta a necessidade de manter as escolas abertas

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Em Portugal, o ministro da Educação voltou a defender a importância de manter as escolas abertas em regime presencial.

Ao mesmo tempo que o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge informa que o índice de transmissibilidade do vírus está a aumentar em território nacional, foram também publicadas, na terça-feira (20), alterações ao apoio da retoma progressiva das empresas afetadas pela pandemia, podendo agora reduzir significativamente os horários dos trabalhadores.

Numa altura em que se assiste a um novo aumento das medidas restritivas para combate à Covid-19, Portugal começa a equacionar formas de reduzir os novos casos de infeção.

No que diz respeito ao ensino público, numa visita aos estúdios onde decorrem as gravações do “Estudo em casa”, Tiago Brandão, ministro da Educação, sublinha que “tudo faremos para que o ensino continue a ser presencial”. Referindo que como ministro da Educação, defende a reunião de esforços, no sentido de continuar a trabalhar para que as escolas não fechem novamente. Recordou a experiência do ano passado e evidenciou que “o ensino aprendizagem não acontece tão bem quando (os alunos) estão longe das escolas” e, que por isso, se deve lutar para manter as escolas de porta aberta.

Quando questionado pelos jornalistas acerca da hipótese de encerramento de todos os estabelecimentos de ensino, o ministro voltou a sublinhar a importância do ensino presencial, referindo que “quem tem de dizer o que tem de continuar aberto na sociedade e o que tem de fechar para travar um aumento putativo deste surto epidemiológico são as autoridades de saúde”.

O ministro sublinha, que o empenho da comunidade educativa tem sido preponderante no controlo e cumprimento de regras e orientações emitidas pelo ministério e pela Direção-Geral da Saúde, e que é importante manter os estudantes nas escolas. Segundo este, “nada substituiu o papel do professor presencial”, e por isso, o “grande objetivo” da tutela, é manter as escolas abertas com ensino presencial.

No entanto, não podemos deixar de questionar acerca do combate efetivo ao aumento diário do número de casos, já que nas escolas, as condições de proteção relativamente aos espaços públicos, é bastante diminuta. Nas ruas já não é permitida a aglomeração de mais de cinco pessoas, enquanto que nas escolas, e em cada sala de aula, aglomeram-se diariamente entre 28 e 30 alunos, durante horas a fio.

Há, portanto, uma clivagem notória nas medidas de proteção. Onde ficamos, então?!

Amélie Bonsart/MS

Leia também: • “Educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo” – Nelson Mandela

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