Portugal

Deco alerta sobre esquemas fraudulentos por sms, mails e aplicações

Lisboa, 10/02/2014 – Reportagem sobre os 40 anos da DECO (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor).
(Sara Matos/ Global Imagens)

A associação de defesa do consumidor Deco está a alertar para a circulação de esquemas fraudulentos como promessas de cura da Covid-19, aplicações que seguem a evolução da pandemia e campanhas de vacinação pagas pelo Serviço Nacional de Saúde.

A Deco adverte, em comunicado, que em plena crise de saúde pública e de fragilidade social, a vulnerabilidade dos cidadãos é um terreno fértil para esquemas fraudulentos, muitas vezes publicitados através de mensagens e aconselha que a atitude certa a tomar é primeiro desconfiar.

ntre os esquemas utilizados pelos burlões estão aplicações que acompanham a evolução da pandemia e as com curas milagrosas para a doença Covid-19, sendo que o objetivo é aceder aos dados pessoais dos cidadãos, podendo dar origem ao bloqueio do telemóvel e a exigência de dinheiro para recuperar o acesso.

Segundo a defesa do consumidor, os autores destes estratagemas aproveitam-se do facto de muitas empresas e organismos do Estado comunicarem online com os utentes e consumidores, para tentarem espalhar mensagens fraudulentas no meio de outras emitidas por fontes fidedignas.

“Usam as comunicações oficiais e fazem réplicas para esquemas de campanhas de angariação de fundos para combate à doença, testes de despiste da Covid-19, plataformas de informação sobre evolução da pandemia e campanhas de vacinação comparticipadas pelo SNS”, alerta a Deco.

Muitos dos esquemas chegam por e-mail outros por WhatsApp ou por SMS e a Deco aconselha uma leitura atenta do texto para verificar se tem erros ortográficos ou incoerências gramaticais e não clicar em ‘links’.

“Há já denúncias de exigências de pagamentos em ‘bitcoins’ como moeda de troca para desbloquear o telemóvel. Não pague o regaste, porque é pouco provável que recupere o acesso”, aconselha a entidade.

“Ainda não há cura para a Covid-19. Confie apenas em comunicações de organismos oficiais, como a Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde. Desconfie se lhe oferecerem máscaras, gel desinfetante ou até papel higiénico”, reforça a Deco.

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