Portugal

Autarquias criam linhas de apoio psicológico

Câmaras querem ajudar a lidar com sentimentos negativos que o isolamento social pode causar. Ordem dos Psicólogos apela a estratégia articulada.

Angústia, medo, preocupação e tristeza são alguns dos sentimentos que podem surgir nesta fase em que se requer o isolamento social, devido à pandemia da Covid-19. É por isso que algumas autarquias estão a pôr em funcionamento linhas de apoio psicológico, para apoiar os munícipes através do telefone. Entretanto, o Ministério da Saúde, em colaboração com a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), também está a criar um serviço de aconselhamento psicológico, associado à linha SNS 24, mas o mesmo ainda não se encontra disponível.

Santa Maria da Feira, Ílhavo, Fundão, Albergaria-a-Velha, Portimão, Vila Real de Santo António e Seixal são alguns dos municípios cujas câmaras já anunciaram linhas de apoio psicológico, para ajudar os munícipes a lidar com os sentimentos associados ao isolamento. Explicam, todos, que do outro lado do telefone estão profissionais que vão “ouvir e orientar”. Algumas são apenas de apoio psicológico, outras também de apoio social, contando com equipas multidisciplinares, com gerontólogos e assistentes sociais, entre outros.

PEDIDA ARTICULAÇÃO

Francisco Miranda Rodrigues, bastonário da OPP, diz que essas linhas, no geral, “são positivas”. No entanto, apela a quem esteja a criar esses serviços “que contacte a Ordem, se ainda não o fez”. “Há algumas situações que é necessário acautelar, porque nem todos os casos podem ser resolvidos pelas linhas. Por isso, é necessário saber para onde, como e se é possível encaminhá-los”, explica o bastonário. “Contactem-nos, que ajudamos. É importante que haja uma articulação, para não haver atropelos, como acontece muito em situações de crise e catástrofe”, sublinha.

A OPP garante que já fez chegar aos serviços partilhados do Ministério da Saúde a sua parte do trabalho, para a criação da linha nacional de aconselhamento psicológico, que estará associada à SNS24.

“Quando as pessoas ligarem, além das opções existentes, vão ter mais uma. É algo que está a ser criado de raiz. Há que decidir que tipo de intervenção é que poderá ser feita. Estamos a aguardar, agora, desenvolvimentos, por parte dos serviços partilhados do ministério”, adianta Francisco Miranda Rodrigues.

JN

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