Portugal

Alegado jiadista português confrontado com escuta: “Foste para a zona da matança”

Alegado jiadista português confrontado com escuta: "Foste para a zona da matança"
Lisboa, 8/9/2020 – Início do julgamento dos terroristas portugueses na Síria, Lopes Guerreiro advogado de Rómulo Costa, Jornalistas no local, Campus da Justiça,
(Carlos Pimentel/Global Imagens)

O português acusado de ligações ao Estado Islâmico (EI) negou esta terça-feira em julgamento qualquer adesão à causa terrorista, mas foi confrontado com uma escuta telefónica em que utiliza as expressões “zona de matança” e “acabar com aqueles porcos”.

Rómulo Costa, em prisão preventiva em Portugal desde 2019 por crimes relacionados com adesão, apoio e financiamento do grupo extremista, foi confrontado pelo juiz presidente, Francisco Coimbra, com uma escuta realizada em setembro de 2013 em que o arguido, ao falar com o seu irmão Edgar Costa (que foi combater e supostamente morreu na luta do EI), lhe diz: “Foste para a zona da matança e estás agora a pensar em bebés (…) tens é que pensar em acabar com aqueles porcos”.

A referência aos bebés prendia-se com o facto de Edgar Costa, islâmico mais ortodoxo, ter perguntado ao irmão Rómulo Costa se através da mulher deste não lhe arranjavam mais uma ou duas mulheres, já que o Islão permite a poligamia.

Em tribunal, Rómulo Costa assegurou que “zona da matança” nada tinha a ver com o facto de o seu irmão Edgar ter ido para a Tanzânia (país africano onde o EI esta implantado), mas que isso era apenas uma expressão utilizada em Massamá, Queluz, onde passou a juventude e que significava “um problema por resolver”.

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