Opinião

Vai de férias? Todo o cuidado é pouco!

ortugal é o maior destino de férias dos portugueses a viver na bonita cidade de Toronto e até na província do Ontário. Por várias razões – familiares a visitar, bens próprios para cuidar, vários outros assuntos a tratar… Na realidade, não são férias, mas sim uma carga de trabalhos. Andamos sempre a correr de um lado para o outro para tentar resolver as coisas da melhor forma possível. No entanto, para que isso aconteça, o atendimento nos serviços públicos portugueses (e não só…), devia estar preparado para dar o devido apoio a quem visita o seu país e que no fundo vai/vem para tratar das coisas que por lá tem. Como Portugal é um país pequeno como todos sabem, mas é também um país de habilidosos que julgam que todos têm segundas intenções, dando razão a quem diz que somos o quinto país mais corrupto do mundo.

Começa logo na chegada. Uma grande percentagem aluga uma viatura para se fazer deslocar de um lado para o outro, e é importante que façam isso – há localidades que já não têm transportes públicos e quem precisar de se deslocar a uma vila ou cidade terá que o fazer de táxi – por isso se aluga um carro antes de sair para o seu destino. Pede-se um carro com um determinado conforto e uma qualidade para nos sentirmos seguros. Muitas das vezes chegamos ao nosso destino para receber o que se pediu e encontramos outra coisa, (aqui começa a gente habilidosa) e começam logo por pedir mais dinheiro para podermos usufruir daquilo que estávamos à espera, mas que segundo nos dizem a agência que tratou das coisas não deu essa informação porque são considerados terceiros. Querem eles dizer que não trataram diretamente do assunto, simplesmente receberam a informação. Mas que coisa complicada. Tentam embrulhar, mas a verdade é que muitas vezes se enganam. Por isso tomem cuidado e tenham toda a documentação em mão para lhes apresentar e não se intimidem com as palavras e forma como alguns tentam embrulhar as pessoas. Sei de casos que acabaram com a atribuição de um veículo ainda melhor do que tinham reservado, porque os encostaram à parede e a dita empresa com receio que se escrevesse ou que algo do acontecido passasse para a praça pública acabaram por dar tudo o exigido. Todo o cuidado é pouco.

Há mais “chicos espertos” só que tudo depende de quem encontram pela frente.

Infelizmente ainda se vai a repartições públicas e encontramos pessoas só com uma velocidade e com a marcha a trás. Chega a hora do almoço ou da hora do café e têm a lata, desculpem a expressão, de dizer “espere que venho já” e deixam as pessoas penduradas. Outras dizem “eu depois ligo para marcar e continuar com este assunto”. Vergonhoso! Isto é o país que encontramos e que vive numa epidemia de corrupção e ninguém tem coragem de dizer nada. Questionei algumas pessoas sobre o porquê de deixarem as coisas andar assim – com uma lentidão que aborrece e chateia os outros. Tantas coisas abandonadas, ruas totalmente sujas em certas aldeias, uma coisa inaceitável nos dias em que vivemos, e vê-se os responsáveis de perna alçada julgando ser reis. Deviam ter vergonha, mas antes se apresentam todos sorridentes fazendo dos outros burros, julgando que são heróis. No fundo não passam de uma cambada de hipócritas e incompetentes, mas sem culpa nenhuma, porque culpa tem quem os colocou lá. A justificação das pessoas é que não se querem chatear porque precisam de favores e depois não os conseguem. Por isso preferem estar calados e deixar andar. Assim se coloca um país no topo da vergonha, com atitudes como as de certas pessoas que preferem receber um caramelo a apontar os problemas.
Vá de férias, mas todo o cuidado é pouco. Nesta altura os políticos andam mais preocupados em inaugurações de obras inacabadas, que é outra vergonha, do que en preparar profissionais para receber bem e ajudar quem vem a Portugal resolver as suas coisas.

Viva o nosso Portugal, o país das maravilhas, com a maior taxa de corrupção que algum dia se viu num país civilizado e membro da Comunidade Europeia como Portugal é.

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