Opinião

As (in) verdades de Milucha!

A jurista angolana  Maria Luísa Perdigão Abrantes “Milucha” é dona de uma inaudita coragem que se, circunstancialmente, lhe exigissem a optar entre a espada e a parede, decerto que a sua escolha seria óbvia: a parede. Estou certo e seguro que o faria sem tergiversar e muito menos pestanejar, ou não tivesse ela, enquanto intelectual de fino trato, compromisso com a verdade e uma repulsa natural em relação a sofismas amplamente propagados por larápios e torcionários escondidos atrás de ternos, gravatas e “balalaicas” que, nos jurássicos anos 80, nos fizeram crer piamente que, para eles, “ O Mais Importante era Resolver os Problemas do Povo (sic!)”. Ora, esta foi a mentira política mais deslavada que ouvi, em Angola, enquanto “bambino” e que mantenho online no disco duro da minha memória. Ponto parágrafo, travessão!

Mau grado Angola não ter mais senhoras com a bravura de Maria Luísa Perdigão Abrantes “Milucha”, que não se coíbe de dizer o que a maioria dos angolanos pensa em silêncio. E quando o faz provoca “amargos de boca” a todos aqueles que um dia entenderam, de forma fria, calculada, com requintes de bestialidade nazista e manigâncias bem ao estilo das recomendações do “Príncipe”, de Nicolau Bernardo Maquiavel, privatizar o Estado angolano.

Para que conste nos anais da História recente destes tempos de triste memória em que o Executivo toma a maior parte dos angolanos por tolos, Maria Luísa Perdigão Abrantes “Milucha” é uma senhora que bate no peito, “puxa das bissapas” e “enverga calças” quando a verdade, o rigor e a transparência estão em jogo. É por isso que ela aterroriza, sem dó nem piedade, os “Esbulhadores da Nação” quando entende ser necessário vir a público colocar os pontos nos “is” e os traços nos “tês”.

Na pretérita semana, o hebdomadário angolano “Expansão” deu espaço para Maria Luísa Perdigão Abrantes “Milucha” debitar a sua opinião, que, desta feita, teve como título “Há dois filhos de José Eduardo dos Santos que não Roubaram (sic!)”. Esta é, convenhamos, uma (in)verdade…de Maria Luísa Abrantes “Milucha”.

No artigo dado à estampa no semanário “Expansão”, Maria Luísa Perdigão Abrantes “Milucha” arrasa aqueles a quem ela apelida de “Donos Disto Tudo (DDT)”, numa clara alusão aos antigos colaboradores mais directos do então Chefe de Estado angolano (José Eduardo dos Santos) que mesmo depois de terem feito tanto mal ao povo e à Nação andam por aí livres, leves,  soltos,  a respirar o ar puro do “Velho Continente” e a curtir as suas “dolces vitas” com o dinheiro roubado do Erário, enquanto o povo, este, é obrigado a fazer todos os dias mais um furo no cinto da calça.

Maria Luísa Perdigão Abrantes “Milucha” sugere, no seu artigo, que em Angola, afinal, nada mudou. Os “Donos Disto Tudo (DDT)” continuam imunes à Justiça e a ser os protagonistas de hoje, o que vai de encontro à teoria do intelectual marxista e revolucionário bolchevique Leon Trotsky (1879-1940) segundo a qual “às vezes é preciso mudar para manter tudo na mesma (sic!)”. E esta “teoria trotskysta” assenta como uma luva às políticas que estão a ser implementadas em Angola. É por isso que com toda (e mais alguma) razão, Maria Luísa Perdigão Abrantes “Milucha” termina com um apelo magistral a quem de direito: Parem de atirar areia para os nossos olhos, no caso, os do povo paciente, heróico e (muito) generoso!


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