Opinião

Novas medidas para controlar a pandemia foram aprovadas

Turmas com 20 a 30 alunos, autocarros cheios, supermercados cheios etc., mas alguns tiveram que fechar, não percebi muito bem a mensagem passada

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É tudo muito bonito e decidido em gabinetes ainda mais bonito é. Todos sabemos que a pandemia voltou com uma força assustadora e difícil de se controlar, os casos de dia para dia aumentam e os políticos pouco ou nada fizeram em tempo útil para se prepararem para a segunda vaga. Sem dúvida alguma que assusta e todos devemos de nos preocupar porque os números apresentados fazem com que todo o cidadão se preocupe.

As medidas tomadas pelo governo do Ontário nos últimos tempos fazem muita confusão. Eu concordo que haja alguma restrição para evitar o aumento do número de casos positivos, como tem acontecido recentemente, mas se repararmos há medidas diferentes para locais onde se juntam pessoas em grupos e só o setor da restauração é que foi obrigado a fechar portas – só podem prestar serviço no exterior, nas esplanadas. São decisões que tem que se respeitar, mas os critérios tomados não fazem muito sentido e prejudicam a economia numa fasquia muito elevada. Se olharmos para certas atividades nada foi feito em prol da segurança – há salas de aulas em certas escolas com 20 a 30 alunos sem distanciamento exigido, na hora do recreio não há nenhum funcionário a controlar as crianças como deveria ser feito, pelo menos como os governantes assim prometeram. Está à vista de todos, as crianças andam a monte sem ninguém a controlar. Como se diz em bom português, todos ao molho e fé em Deus. Até que não tenho nada contra isso porque as crianças precisam de envolvimento e contacto umas com as outras, desde que haja regras e sempre alguém por perto – pelo menos que haja alguém a manter algum respeito e a transmitir às mesmas o que pode acontecer se não respeitarem as regras. Eu passo na rua e vejo algumas escolas onde anda tudo como nada se passasse, os comportamentos são os mesmos como se nada disto estivesse a acontecer, crianças sem máscara, etc. Espero que isto não seja em todas as escolas. Depois temos os transportes públicos, que andam sempre cheios – é tipo, enquanto houver lugar entra-se sempre, mas pelo menos aqui 95% dos cidadãos usam a respetiva máscara, mas distanciamento não existe. Depois entra-se no supermercado e, na maioria dos casos, enquanto houver lugar pode-se entrar, sim com máscara, mas distanciamento não existe. Pode haver um ou outro que controlam, mas contam-se pelos dedos das mãos, e por aí fora em tudo o que é lojas – poucas têm as regras implantadas a não ser clínicas onde, segundo se consta, só se entra quando chamam, dependendo do tamanho, etc.

Mas os políticos consideraram os restaurantes e estabelecimentos de bebidas os elos mais fracos. Uma atividade que foi prejudicada da noite para o dia – o nosso governo do Ontário levantou-se da mesa do Conselho de Ministros e disse a partir de tal data não podem servir dentro de portas. Má decisão! Foi tomada sem se pensar e se repararmos existem certas atividades muito piores que a restauração e estabelecimentos de bebidas que continuam a trabalhar. Acredito que haja alguns restaurantes e bares que não estavam a cumprir as regras exigidas, mas na maioria todos estavam a fazer um trabalho exemplar e por causa de meia dúzia que não estavam a cumprir todos levaram pela proa. E todos sabemos que são atividades que fazem movimentar a economia, são as pequenas e médias empresas como a restauração que ajudam a economia de qualquer país a ter um equilíbrio. No meu ponto de vista houve uma precipitação na decisão, não foi bem pensada. Sou a favor da criação de medidas construtivas e que ajudem todos em geral e se havia algum que desrespeitava fechavam-lhe a porta, mas não a todos como fizeram. Não faz sentido por culpa de uns pagarem todos, foram pela forma mais fácil, não houve coragem de dar a conhecer ao cidadão os que estavam a desrespeitar as regras. O pior vem agora – quem vai pagar os produtos que não são consumidos em tempo útil, quem vai assegurar os trabalhadores? Será que vão subsidiar um/a psicólogo/a para os proprietários que no meio de tudo isto podem sofrer com depressões? Desculpem, mas não é ajuda económica que foi prometida que salva o desgaste dos proprietários – além do grande desgaste há o possível encerramento de muitas casas porque aproveitam tudo isto para se desfazerem das mesmas e nem os próprios filhos já querem dar continuidade.

Antes de se chegar a este ponto, deveria ter havido formação, já todos sabiam e até se falava numa segunda vaga muito forte, mas ninguém se preocupou em preparar o cidadão para respeitar os outros, protegendo-se a ele e ao mesmo tempo terceiros. Essa parte falhou, andaram com palavras mansas e sem princípio e fim, os políticos preocupavam-se mais em manter as pessoas contentes com promessas de subsídios que muitos acham que não vão ser devolvidos, mas convençam-se de uma coisa, ninguém dá nada a ninguém muito menos os políticos. Esperem para ver a forma de pagamento de tudo o que alguns estão a receber.

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