Luís Barreira

Na expectativa de um Novo Ano, diferente para melhor!

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Se sempre houve motivos para festejar a chegada de um novo ano, com a secreta esperança que ele nos traga a felicidade de acabar com todos os males que nos atormentam, este ano que se aproxima tem motivos de sobra para multiplicar tais desejos, entre os quais: a descoberta e a aplicação generalizada de uma vacina capaz de nos defender contra esta “praga” da Covid-19 e o despejar o atual inquilino da Casa Branca, qual urso fustigado a sair do covil onde decidiu hibernar!… Raras vezes o mundo de homens e mulheres livres, sensatos e humanamente sensíveis aos valores éticos do nosso comportamento, se uniu na sua fé expectante de que o próximo ano nos liberte destas duas “pestes” que tanto afetam o mundo atual, destruindo vidas humanas, economias e os equilíbrios necessários à paz mundial.

Considerando a que mais afeta a generalidade da população mundial, a pandemia da Covid-19, que já matou cerca de um milhão e trezentas mil pessoas em todo o mundo e que forçou, na passada segunda-feira (9), Portugal a assumir o Estado de Emergência em 121 autarquias mais afetadas pelo vírus, após um fim de semana catastrófico em que se atingiu o máximo de casos diários, com 6.640 infeções e 56 óbitos, a situação tem vindo a complicar-se e a colocar a nossa população em alerta, face à capacidade para nos defendermos desta doença, tendo em consideração a saturação dos nossos hospitais públicos em atender tantos doentes e à exaustão sentida por todos os trabalhadores da saúde, nomeadamente os que labutam no Serviço Nacional de Saúde.

Tais circunstâncias levaram a que o Presidente da República, acompanhado pela Assembleia da República e o Governo, decretasse um novo regime de restrições à liberdade pública, nomeadamente a proibição de circulação entre as 23h00 e as 05h00 e, nos dois próximos fins e semana, entre as 13h00 de sábado (14) e as 05h00 de segunda-feira (16), autorizando exceções para quem se desloca para o trabalho, entre outras. Tudo isto na perspetiva de que se possa abrandar o número crescente de casos Covid no país e que o mês de dezembro e os festejos de Natal possam beneficiar de um regime menos restritivo.

Naturalmente que, tal como em tantos outros países, a estas medidas seguiu-se um coro de protestos dos setores mais prejudicados, como a hotelaria e a restauração, a que se associaram violentas críticas ao governo por ter tardado em colocá-las em prática, ou porque elas estão longe da exigência necessária para travar a propagação da doença, ou ainda porque as consideram um estrangulamento das liberdades individuais dos cidadãos.

Se bem que todas as críticas e protestos tenham a sua razão de ser, com base nos motivos que os precedem, a verdade é que se torna extremamente difícil para qualquer governo equilibrar as suas decisões nesta matéria, nomeadamente causar o mínimo de prejuízos aos cidadãos e às empresas, sem deixar de impor medidas impopulares que combatam a progressão desta doença e as muito graves e previstas consequências humanas e materiais da continuidade da sua evolução.

Se a situação da expansão da Covid-19 é complicada em Portugal, muito pior se torna nos EUA, que retêm o maior número de casos no mundo (20% do total mundial), com mais de 10 milhões de infetados e mais de 230 mil óbitos. Tudo isto num país cujo próprio Presidente sempre se recusou a aceitar a perigosidade da Covid-19 e, consequentemente, nada fez para a tentar controlar.

Nesta matéria como em tantas outras, em que as suas decisões deixaram perplexo o mundo, duvidando das suas capacidades intelectuais como governante e hesitando em classificá-lo como simples ignorante vaidoso ou um egocêntrico cego, o povo americano e mundial está prestes a livrar-se deste espécime, expulsando-o da Casa Branca. E digo “prestes” porque, se não houver impedimentos legais e/ou manobras retaliatórias da parte de Donald Trump (“que não gosta nem sabe perder”), o novo Presidente eleito pela maioria do povo dos EUA só será empossado a 20.01.2021.

Foi assim que após longas noites colados aos écrans televisivos, através dos canais nacionais e internacionais, confusos por um turbilhão de informações díspares de vitória por parte de Trump e os seus votos legais e “ilegais”, “roubos”, “votos a mais e a menos”, e numa interminável contagem de votos, em que todas as projeções dos média norte-americanos acabaram por concluir na vitória da esperança que constitui a dupla Joe Biden e Kamala Harris. Uma esperança que vai ter um longo caminho a percorrer, sobre um monte de escolhos e armadilhas que vão herdar, um país profundamente dividido pelo ódio fracionista destilado por Trump, ao qual não vão ser alheios os 70 milhões de votantes que que Trump conseguiu reter.

Longas noites que nos deram a conhecer parte de uma América profunda, mediatizada por muitas teorias da conspiração, envenenadas por objetivos político-partidários e outros inconfessáveis, destinados a criarem um ambiente de caos e medo na população, capaz de a forçar a aceitar um regime mais ditatorial, enquanto fórmula inspiradora de segurança dos cidadãos.

Tem havido de tudo nestas eleições americanas e, no fim, ficamos com a sensação de que muito ainda haverá por acontecer!…

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