Opinião

Estão mesmo ao virar da esquina. A correria para ganhar o poder e a procura de não o perder já anda na rua

Muitos de nós temos a tendência de dizer que os políticos são todos iguais, mas poucas pessoas procuram conhecer o poder que o voto tem e até o significado que a própria política tem nas nossas vidas.

Em altura de eleições o voto do cidadão tem muito poder. Aquele que exerce o seu direito de voto está a contribuir para a reeleição do seu representante ou para a mudança. Se todos votarem melhor fica a região – o eleito fica com mais voz porque passa a ser o representante de um número significativo de eleitores, o que automaticamente lhe coloca mais responsabilidade em cima dos ombros. Logo após as eleições o vencedor terá que ter muito cuidado com o modo como vai representar quem o elegeu. Por outro lado, o próprio líder da nação passa a ter conhecimento que as pessoas que ali vivem são pessoas que se interessam pela sua área de residência. Com os dados que têm ao dispor – quantidade de votantes; etnias – os partidos políticos sabem quem vai votar. É aí que se está a dar um aviso a quem ganha e ao mesmo tempo estamos a dar força para que trabalhem mais. Tudo isto é o valor que o nosso voto tem. Dá-se importância e até uma forma de carinho para a pessoa que nos vai representar, mas também se fica com o direito de opinar/criticar. Se não formos votar não temos direito de criticar. A maioria da nossa comunidade fica em casa e depois ouve-se algo tipo, “ai a comunidade X tem mais ajudas/direitos do que a nossa…”. Claro que tem e é muito fácil saber porquê.

Numa última reunião onde estive presente ouvi uma série de pessoas a criticarem os políticos locais porque não ajudavam a comunidade portuguesa da mesma forma que ajudam ou facilitam outras comunidades. Ouvi atentamente e sem querer apetecia-me rir. É muito fácil perceber a razão pela qual tal coisa acontece – se nós não somos ativos, participativos na vida política, ou até em atos que ajudem o desenvolvimento, obviamente que para eles não existimos. É como o velho ditado: quem não aparece esquece. Os políticos sabem quantos portugueses foram votar: se todos forem exercer o seu direito de voto as coisas começam a mudar porque lhes estamos a dizer, bem alto, que existimos e queremos mais. Estamos atentos.

Tudo é muito bonito, mas outra coisa que todos nós pouco fazemos é procurar votar conscientemente, isto é, na pessoa que realmente merece aquele lugar. Devíamos de votar em políticos com um passado limpo ou em novas caras desde que nos apresentem propostas voltadas para a melhoria de vida em áreas mais importantes como a saúde, a educação, a segurança. Para nós que vivemos neste país maravilhoso, que nos tem dado milhares de oportunidades e melhores condições no que toca a imigração temos que aceitar a ideia de que os políticos não são todos iguais: uns preocupam-se com o bem-estar dos que os elegeram, outros preocupam-se mais com a carreira política deles. É muito importante acompanhar os noticiários com atenção e ver/ouvir quais os critérios e o programa eleitoral que propõem para a próxima legislatura, para o mandato do qual estão a concorrer. E, depois, verificar se nos interessa ou se é só mesmo fachada. Precisamos de saber se o nosso representante anda no nosso meio para o bem da nação, mas também para defender os interesses da região pela qual é eleito.

Até 21 de outubro vamos ter tempo de tomar conhecimento de quem anda interessado em entrar e também vamos ter a oportunidade de ouvir o que nos têm para dizer os que procuram continuar. Temos mesmo que o fazer para que o nosso voto seja eficaz e vá parar a quem merece a nossa confiança. Tenho a certeza que, se assim for, um dia os governantes passarão a ter mais respeito pela comunidade portuguesa e mais consideração.
Nós não precisamos de políticos que só apareçam nas festas e andem a distribuir abraços e beijinhos, precisamos de políticos que saibam reconhecer o que somos, por isso mesmo temos que votar e provar que estamos interessados e que queremos mais. Que não somos um simples grupo que ajudou a crescer a cidade no setor da construção. Somos algo mais, mas para isso temos que sair de casa e votar.
Estejam atentos que eles andam aí.


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