Opinião

E a seguir o quer vai acontecer? Vejo muita pouca preocupação, mas o FMI já prevê uma recessão de 8% em Portugal.

Segundo a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) Portugal pode cair 8% em 2020 derivado ao impacto da pandemia da covid-19 – a ser confirmada esta previsão, será ainda uma maior quebra no PIB desde 1928, quando a economia portuguesa registou um desastre económico.

A situação não vai ser fácil e não é para mais, mas para todos se preocuparem, porque é uma emergência na economia, que vai afetar a classe política nacional, os alertas que têm surgido sobre o risco de haver uma crise podem fazer com que haja mudanças na forma de governação – basta ver que, com o que já sabemos sobre a Covid-19, com o tempo é muito provável que a pressão sobre os governos democráticos venha a aumentar. Esperemos que não, mas pode haver fortes contestações. Por enquanto está tudo muito calmo derivado ao cansaço acumulado por razões de tudo o que tem vindo a acontecer diariamente com as mudanças radicais na sociedade, mas muito pode vir a acontecer a curto prazo e isto vai exigir que se olhe para a política de outra forma, o que mutos não estão habituados, e vai ser muito difícil perceber e de se adaptar às prováveis novas formas. Até a esta data o primeiro-ministro António Costa tem contado com o apoio do PSD de Rui Rio – esse apoio do Rui Rio é essencial mas vai ser ainda mais no futuro próximo. Se perguntarmos na rua aos cidadãos se acham que vem aí uma austeridade ninguém acredita que não vem. Meus caros amigos, vai doer muito e a classe média vai ser a mais afetada e, acreditem, não é com um governo de minoria no Parlamento que se vai salvar e resolver tudo o que se aproxima a curto tempo. Portugal vai precisar de garantir uma governabilidade para que possa reduzir os efeitos negativos na economia.

António Costa que comece a deitar para trás das costas as suas vaidades e mostre ao país as suas mediocrizas que arrasta com ele, porque de governante ainda não provou nada, especialmente saber governar sem dinheiro. Neste momento vai gerindo as coisas assim e assim e porque tem um Rio a apoiar e o Presidente da Republica sempre no mesmo barco, se não já tudo se tinha começado afundar. Está na hora, e o país tem muito a ganhar se António Costa convidar já Rui Rio para integrar o Executivo como seu número dois porque não é na esquerda que ele vai encontrar condições para governar nos próximos anos – o problema é saber se Costa tem tempo para pensar nisso, mas vai ter que o fazer a curto e médio prazo.

E lá vai o Norte, a zona do país menos educada, mais envelhecida etc., como assim alguém o disse durante o telejornal na TVI, canal de televisão, mas que não se esqueçam que Portugal saiu da crise anterior devido à capacidade industrial do Norte. Será que voltará a sair desta crise devido ao tecido empresarial deste norte atlântico (Aveiro, Porto, Braga, Viana etc.)? Porque, como sabem, com o fim da hegemonia (supremacia, domínio, poder), do “made in China” o Norte e, claro, Portugal, beneficiarão imediatamente. Esperamos que sim e que o Governo saiba dar valor, mas especialmente que saiba governar.

Vamos lá ver se desta vez o Norte será o futuro.
Continuem a manter-se em casa como assim nos têm dito para fazer.

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