Opinião

Coincidências extraordinárias (I) !

O juiz-presidente do Tribunal Supremo angolano (Rui Constantino da Cruz) está sob as luzes dos holofotes e, ao mesmo tempo, na boca do povo devido a determinados escândalos que configuram abuso puro (e duro) de poder e a expressão mais alta da promiscuidade jurídica e política de que se tem memória da Magistratura Judicial desde o dia 11 de Novembro de 1975 à data de hoje.

Rui Ferreira convocou, no passado dia 19 de Julho, os venerandos juízes-conselheiros do Tribunal Supremo para uma reunião em que terá prestado informações e refutado as responsabilidades que, nos últimos tempos e de forma recorrente, lhe têm sido publicamente assacadas e que já o consagram como o magistrado judicial mais contestado do País. Ele está no “Top dos Magistrados” mais contestados, mas já disse, como se tivesse condições morais, que vai manter-se no cargo e para tal conta com o alto apoio (in)condicional do Presidente angolano João Lourenço.

A reunião – afiança quem fez parte dela – terá sido dominada pelo esclarecimento de como o seu filho Sidney Carlos Manita Ferreira, de seu nome, 23 anos, enveredou para a vida de negócios e como conseguiu construir o império empresarial que possui e uma conta bancária com mais de 20 milhões dólares.

No esclarecimento feito aos seus pares, o juiz-presidente do Tribunal Supremo, Rui Ferreira, pôs os pés pelas mãos e, pelo seu próprio punho, acabou por escrever, por sua conta e risco, um “libelo acusatório” contra si mesmo.

Ora, se perguntar não ofende, gostaria de saber o seguinte: Que currículo tem o filho do juiz-Presidente do Tribunal Supremo para ser detentor do património de que se diz ser proprietário? Resposta: Enriqueceu com os honorários que o  pai usufruiu enquanto advogado do predecessor do Presidente João Lourenço.

Quais são, afinal de contas, as credenciais de Sidney Carlos Manita Ferreira? Resposta: Filho de juiz, no contexo angolano,  também é juiz!

Qual é, ao fim e ao cabo, o seu percurso do filho do juiz-presidente do Tribunal Supremo? Resposta: Angola e os angolanos não sabem!

Como, quando e onde trabalhou ao ponto de aos 23 anos ter o que tem? Resposta: Decerto que foi assistente do seu progenitor, enquanto causídico de causas que deixavam os descamisados angolanos cada vez mais desafortunados!

Como se explica que o filho do juiz-Presidente do Tribunal Supremo seja convidado a enveredar para o mundo de negócios por empresários de que ele, Rui Ferreira, foi (ou ainda é?) advogado? Resposta: É, digo eu, uma coincidência extraordinária!

 

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