Augusto Bandeira

Que mais irá acontecer? Há quem diga 2 por 1, eu hoje digo 3 por 1

O silêncio muitas vezes é bom e das melhores soluções, mas nesta altura e com a perda de receita torna-se estranho. Afinal em quem se pode acreditar?

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Créditos: DR.

O silêncio muitas vezes é bom e das melhores soluções, mas nesta altura e com a perda de receita torna-se estranho. Afinal em quem se pode acreditar?

Quando o tempo nos permite pensar e olhar para trás e logo fazemos uma análise sobre tudo, começamos a ver e a descobrir algo que não faz sentido – o mundo está envolvido num sistema colapsado e continua numa velocidade alucinante. Sou eu ou todos reparam na preocupação dos líderes mundiais? Eu disse preocupação, desculpem enganei-me.

Neste país, um dos mais ricos do mundo, ou o governante não presta ou nós cidadãos andamos a dormir. Como pode um país como o Canadá conseguir estar mais atrasado na vacinação em relação a países como Portugal, por exemplo? Será que por ser rico encostou-se debaixo da bananeira? Estranho! Agora digam lá, então segundo o que os entendidos em medicina dizem, uma vacina da PFIZER tem que ser tomada em duas doses, num período de 14 a 20 dias – será? Algures ouvi dizer que há pessoas que ultrapassaram os três meses sem tomar a segunda dose, afinal onde está o controle e a qualidade de serviço? Afinal em quem podemos acreditar? Nos médicos ou nos governos? Ou será que se esqueceram que havia pessoas que já tinham tomado uma dose? Assim não!  E andamos nós a pagar impostos para sustentar pessoas, as quais podemos considerar incompetentes e com falta de capacidade para gerir. Mais engraçado é que nós, sim nós portugueses, andamos mais preocupados com futebóis e outros assuntos do que propriamente no que toca a coisas sérias e que merecem mais atenção. Se calhar podem assaltar a casa e levarem tudo que ninguém vê ou se vê não dizem nada. Mas acreditem, todas as decisões, boas ou más, são decididas por pessoas bem pagas com os dinheiros dos nossos impostos. Acontece cá no nosso lindo país do outro lado do Atlântico, e reparem na preocupação das pessoas – como se vê é nenhuma.

O silêncio pode criar doenças e até mau estar, acontece todos os dias e parece que as pessoas têm medo de falar e de se expressar, dar a sua opinião. Isto ao acaso de um protesto que aconteceu em Portugal no Norte do país, Viana do Castelo, onde as pessoas estão a ser assaltadas de forma criminosa pelas Águas do Alto Minho, que é a entidade responsável pela exploração e gestão do sistema de águas da região. Desde que tomaram conta da gestão as faturas triplicaram, mas ninguém dizia nada, andavam entretidos com os futebóis ou com medo de ferir a imagem do Sr. Presidente. Alguém tomou a iniciativa de organizar um protesto em frente às câmaras municipais, pobres de espírito, apareceram algumas dezenas a fazerem luta para todos, porque todos estão a ser afetados, imaginem se fosse uma celebração de uma equipa de futebol, pronto, as ruas enchiam e não chegavam para a adesão. Isto para dizer o quê, as pessoas não se preocupam com o essencial e o bem-estar de todos, assim vamos todos de mal a pior.

Esta pandemia que está para ficar também deu um chapadão na vida associativa, estranho é dizer que poucos se notam estar preocupados. Ou isto tem água no bico ou então há ajudas a fundo perdido, porque é fácil de ver as coisas: tirar de dentro do saco sem lá meter nada não se vai muito longe, mais tarde ou mais cedo o saco rebenta. Eu pessoalmente acho estranho o silêncio e a paciência de pessoas com responsabilidade, não quero com isto dizer que as mesmas são culpadas, pelo contrário. Esta era a altura própria de preparar algumas mudanças saudáveis e preparar outras para fazerem algo diferente no futuro, porque o futuro vai mesmo ser muito diferente e, que ninguém se agarre ao poder julgando que não tem substituto para dar continuidade. Estamos muito enganados, a mudança faz falta e eu como muitos sabem sou contra mandatos prolongados, só se está a prejudicar o desenvolvimento e há melhores formas de gerir. As pessoas não devem eternizar-se nos cargos, devem dar oportunidade a outras pessoas, os mandatos devem ser limitados e se não houver ninguém para dar seguimento é sinal que querem terminar com os tachos. Vamos abrindo os olhos com esta pandemia e estudem bem as pessoas porque nem tudo é realidade, há tanta falsidade no meio de todos nós.

Bom fim de semana caros leitores e não levem as opiniões a peito, mas façam uma análise concreta que muitas fazem sentido.

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