Opinião

Até já lhe mudaram o nome, como um vírus alterou o mundo em pouco tempo

Coronavírus que pouco tempo depois passou a chamar-se Covid-19

Nos últimos tempos liga-se a rádio, televisão e até se abre qualquer jornal, só se vê e ouve-se falar do Covid-19.  Já assusta a forma como a comunicação em geral passa a notícia cá para fora, mas temos mesmo que levar isto a sério, não é uma brincadeira, embora muito cidadão leve isto na desportiva. Compreende-se, vai ter que ser mesmo na desportiva ou então o mundo pára. Li alguns artigos no jornal Expresso nos últimos tempos onde se sente que, de dia para dia, aumenta a preocupação dos governos a nível mundial.

É engraçado como todos tomam diferentes atitudes e medidas – umas mais drásticas do que outras no que toca a restrições na entrada de turistas e mesmo dos locais quando se deslocam para fora. Sinceramente eu no início julgava que era um absurdo, mas hoje concordo plenamente em que haja um controlo apertado e que todo aquele que sair do país seja em trabalho ou férias não deve voltar ao seu local de trabalho sem que se tenha a certeza que está a 100%. Não devem colocar outros em risco, mas isto vai depender de cada entidade patronal. É um risco de um grau muito elevado. Cada um toma as suas decisões e temos que as respeitar, o que não podem é voltar e colocar outros num possível perigo de saúde. No regresso devem ficar em casa de quarentena para bem de todos, esta é a minha opinião e vale o que vale.

Covid-19 mexeu e vai continuar a mexer com tudo e com todos. Economicamente irá afetar todas as atividades, direta ou indiretamente, mas uma que vai ser muito afetada é o setor de turismo. Segundo um estudo, os hotéis portugueses podem ter perdido mais de 900 milhões de euros em quatro meses, o que equivale a uma média de 7,5 milhões de dormidas. Isto arrasta todo o setor de alimentação, lojas de vestuário, etc. Poucos são os setores que vão ficar imunes a esta crise e, se isto continuar a crescer, no final do ano haverá uma percentagem de mão de obra em geral que vai perder o trabalho. Depois o poder de compra irá baixar drasticamente e tudo vai por arrasto. Pode ser uma crise económica ainda pior do que a que, em 2008, levou à falência de várias PME (pequenas e médias empresas), que são as que fazem funcionar e crescer um país. Se repararmos, com isto também há quem ganha, mas será por um curto espaço de tempo. Esperemos para ver resultados menos bons.

O Governo português lançou uma medida para ajudar os trabalhadores independentes, porque esses não têm direito a nada. Aqui o Governo esteve bem e está de parabéns. A ser verdade passaram a receber todos os meses o apoio que tem por base a incidência contributiva, mas com um teto máximo que não excederá os 483 euros. É muito bom. É com os mais desfavorecidos que os governantes se devem de preocupar porque os super-ricos já se preparam para a crise que tanto se fala que possa vir a acontecer. Há centenas de milhares em todo o mundo que estão a preparar-se para um isolamento. Os planos vão para além do simples armazenamento de desinfetantes das mãos e pacotes de papel higiénico, etc. – estão a fretar jatos particulares para partirem rumo a casas de férias ou bunkers criados para situações de catástrofe especialmente preparados em países que até agora não têm sido afetados pelo Covid-19. O jornal britânico “The Guardian” até vai mais longe e diz que há quem considere levar médicos ou enfermeiros nos voos particulares de forma a garantir cuidados médicos. Isto está a chegar ao cúmulo e é cada vez mais assustador.

Não vamos entrar em descontrolo total, mas devemos estar sempre atentos. Vamos ouvindo as recomendações dos entendidos na matéria.

Ajude-se a si porque ao mesmo tempo está a ajudar os outros.

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