Opinião

A cultura regional portuguesa tem ricas tradições e diferenças com muito valor

A Covid-19 veio para ficar por algum tempo, ninguém sabe por quanto tempo mais, e muitas coisas precisam de mudar e ninguém diz nada, nem se preocupa.

 

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A cultura regional portuguesa tem ricas tradições e diferenças com muito valor – Rancho Folclórico

 

Que fim vão ter certos/as associações/instituições?

Ultimamente tenho lido alguns artigos de opinião e estranho que ninguém ainda teve a coragem de dizer as verdades. Li algures algumas deixas de certos diretores de certos clubes a dizer que estavam bem de saúde económica, mas só alguém que não sabe a realidade no interior dos clubes é que não vê que tudo aquilo não passa de uma lufada de ar a meio termo para tentar acalmar os sócios, porque na realidade as coisas não são assim tão fáceis. Mesmo tendo tudo controlado economicamente, tanto tempo sem receitas as coisas começam a agravar-se, mais tarde ou mais cedo. Todos ou quase todos sabem que é verdade e que muita coisa vai mudar na vida de certos/as clubes/associações. Ninguém diz nada e ninguém deu o passo em frente para se começar a arranjar soluções, porque os problemas estão a bater à porta. Há soluções para se resolver e fáceis. Os clubes não vivem sem patrocínios, os patrocinadores são os empresários e as uniões/sindicatos porque as quotas dos sócios não suportam as despesas – a única hipótese é arrumar com certas organizações que não fazem nada a não ser festas para tentar manter portas abertas para um determinado grupo de pessoas que culturalmente nada traz. Há gestores de algumas casas que não percebem nada – já se faz de tudo para sobreviver, tudo que nada tem que ver com a determinada região. Era agora a altura para os empresários e, se gostam do seu cantinho e se apreciam a cultura da sua região, cortar os patrocínios a este tipo de gestão de eventos que são organizados e que nada, mesmo nada fazem pela cultura e começar a investir e preparar o futuro com qualidade, unindo as pessoas para a famosa Casa de Portugal que tanta falta faz. Comecem a agrupar o que de bom temos e a fazer o que outros fizeram em certos países onde existe comunidade, com um determinado número de emigrantes a viver. Grupos de empresários unidos salvaram as tradições com casas em grande onde se ensina o português, se organizam feiras de artesanato, gastronómicas, etc. – tudo em prol da preservação da diversidade que o nosso país tem, em termos de cultura regional, que é invejável e nós por cá não estamos a fazer um trabalho bem feito porque não há união.

Com todo o respeito pelos que passaram pela ACAPO, hoje não faz sentido a existência desta organização e a prova está à vista de todos – temos ACAPO sem direção e sem qualidade para continuar e não venham pôr paninhos quentes e dizer que é a salvação. Já nenhum clube tem interesse na mesma e a pessoa que mais tempo perdeu a gerir os destinos hoje é olhada de lado, todos lhe espetam uma faca nas costas e o querem ver ao longe. Mas, meus caros amigos, não há ninguém para dar continuidade com o mesmo formato, nem tem conhecimentos para o fazer. Desculpem, mas há que mudar enquanto existem certas pessoas para abraçar um projeto diferente que nos vai dar/trazer a salvação. Acabem com clubes, deixem-se de mentir e avancem para a diferença onde todos serão grandes e nada acaba. Não julguem que clube A ou B vai acabar, vai sim melhorar os seus serviços, têm é que ser unidos e aceitar opiniões porque tudo ficará melhor em qualidade cultural. Deixem de colocar a vossa vida privada em perigo para salvar instituições – muitos já tiram hipotecas em cima de hipotecas para salvar o que não é vosso. Acreditem, tudo muda! Porque não mudar também? Quem muda Deus ajuda. Ou têm medo de perder um título, de não ficar na foto? Realmente em certos clubes é mesmo isso que atualmente está acontecer – pessoas que correram para reaver o seu título e poder frequentar festas gratuitamente porque são diretores. Trataram mal outros, insultaram para poder chegar ao poder, inventaram… só para ficar na foto. Mas, meus amigos, todo o cidadão comenta isto e sabe que é verdade, mas ninguém tem coragem de dizer as verdades, vivemos numa hipocrisia onde, no fundo, a maioria são falsos uns para os outros. Falam, falam, mas é nas costas – olhos nos olhos não há coragem.

Toronto não precisa de casinhas, precisa sim de casa com peso para dar continuidade ao que nos ensinaram. Temos jovens na comunidade que chegaram recentemente de Portugal com capacidade para ensinar a língua portuguesa aos mais pequenos e ninguém aproveita isso, os mesmos com um nível cultural acima de muitos e que me admira da forma como atualmente estão envolvidos. Não percebo porque esses conseguem muito mais e com qualidade e deixaram-se levar. Existem pessoas com capacidade para organizar mostras gastronómicas regionais, mostras de artesanato, etc., mas não! Ao invés de se unirem e organizarem algo qualitativo andam todos a remar ao contrário. Que futuro nos espera em termos de cultura regional? Assumam o mal e ajudem na construção do local que a nossa comunidade tanto precisa! É um facto – nem todos podem ser presidentes ou palestrantes, mas podem ajudar em formas diferentes, haverá espaço para todos.

Deixo um desafio aos excelentes empresários que a nossa comunidade tem: unam-se e façam algo como outros colegas vossos assim fizeram noutros países. Eles próprios largaram de apoiar instituições sem valor nenhum e deram as mãos em prol da cultura regional. É isso que precisamos a curto e médio prazo que cá aconteça.

Para aqueles que não concordam com as opiniões que eu vou deixando, não enviem cartas de advogados com ameaças e algumas cartas anónimas para a minha pessoa como alguns o fizeram, fica-vos muito mal. Um dia terei o prazer de publicar/desmascarar certos indivíduos que andam no meio da sociedade e deviam de ter vergonha porque de cultura pouco ou nada sabem a não ser dar uns gritos e pouco mais. Há um ditado antigo que diz “quem diz as verdades não merece castigo” – digam as verdades e aceitem as opiniões dos outros.

Trabalhem com qualidade para o bem da divulgação da nossa cultura regional.

Viva Portugal.

 

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