Opinião

10 de maio. O dia delas… as mães!

Num Canadá talvez longínquo das terras que as viu nascer, as mães, as avós e as bisavós, sortudas na preservação da vida, são o alvo do carinho da sua prole, festejadas pela sua condição de mães e premiadas por todos os sacrifícios, amor e tenacidade que dedicaram aos seus filhos desde tenra idade.

Não sendo uma data de comemoração universal exata em todo o mundo católico, porque é dependente do calendário religioso de cada país, esta é, no entanto, assinalada com a mesma alegria e sentimento um pouco por todo o lado, unindo todas as famílias em torno das progenitoras, nos dias que lhes são dedicados.

Numa tradição que remonta à Grécia Antiga, em homenagem à Mãe dos Deuses, esta ancestral comemoração, datada de há cerca de 250 anos antes de Cristo mantém, por força da histórica tradição, pela força dos sentimentos e afeto que nos são próprios e dos apelos comerciais aos festejos, avivada a memória de quem nos proporcionou a vida e nos acompanhou ao longo de todo o seu trajeto.

Felizes aqueles que neste dia as podem abraçar, agradecendo-lhes a sua dádiva com um gesto de carinho e reconhecimento, mas felizes também todos os outros que, embora não o possam fazer pelas mais diversas circunstâncias da vida, não deixaram de recordar as suas mães, oferecendo-lhes a sua gratidão espiritual.

Passamos atualmente um período muito difícil nas nossas relações familiares, nomeadamente para com os mais idosos, considerados pela sua fragilidade como pessoas de risco, face à pandemia provocada pela Covid-19. Esta situação que, nalguns países e para não tornarmos mais débil os seus estados de saúde, nos obriga a um certo afastamento de muitas mães mais idosas, isoladas e carentes, vivendo em muitas casas de repouso, tornam esta data dolorosa para todos aqueles que desejariam aproximar-se das suas mães, lembrando-as das saudades da sua convivência. Bem sei que hoje existem meios tecnológicos capazes de nos juntar em torno de um computador ou de um telefone, mas… não é a mesma coisa!

Numa ampla generalidade, a relação entre mães e filhos, necessariamente física na sua origem, traduz-se igualmente numa vasta gama de sentimentos espirituais, onde prevalece o amor entre aquela que lhes deu a vida e os que dela brotaram. Trata-se de um complexo sistema de interdependências que permanece inalterável ao longo da vida e, quantas vezes, para além dela, independentemente das eventuais convulsões que caracterizam a vida social e familiar de todos nós.

Todos nascemos de uma mãe, ela é única e intransmissível, por isso a sinalizamos com gestos, observações e até particularidades físicas que nos aproximam e fazem do amor maternal um guia de muitos dos nossos comportamentos.

É bem verdade que a vida social nos molda, tantas vezes nos afasta da vida dos nossos progenitores e não raras vezes se sobrepõe a uma continuada relação efetiva e afetiva com as nossas mães. Mas não é menos verdade que, a um dado momento e numa pausa do ritmo incessante da vida moderna ou numa aflição confrangedora, somos sobressaltados por um chamamento interior que apela à nossa mãe, em vida ou já desaparecida. Razão por que, por elas, os filhos choram, riem e sentem que são um pedaço delas!

Por tudo isso, este dia particular não esgota a homenagem que lhes devemos fazer todos os dias e serve para nos lembrar e fazer prevalecer a ternura dos nossos sentimentos para com elas.

Um beijo para todas as mães!

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