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Um minuto e um grupo de pessoas separam estas imagens do vulcão Whakaari

A morte de 14 turistas e guias na erupção do vulcão Whakaari, na Ilha Branca, vai ser alvo de investigação para apurar responsabilidades na autorização da visita, dado que o nível de alerta fora aumentado para “atividade vulcânica moderada a elevada” no passado dia 3. Além dos cinco mortos confirmados após a erupção, um ferido morreu no hospital e há oito desaparecidos.

A imagem das câmaras de vigilância do Instituto neozelandês de Ciência Geológica e Nuclear é das 14.10 horas. Veem-se, minúsculos, vários turistas a caminhar junto à cratera do Whakaari, o vulcão mais ativo da Nova Zelândia, na Ilha Branca (nordeste). O alerta era de nível quatro em cinco, o risco de erupção moderada, porque o Whakaari andava a mexer-se algo mais. Na imagem seguinte lê-se 14.20 horas: é uma cortina de fumo e cinzas. Presume-se que estejam todos mortos.

Como previam os serviços, a erupção aconteceu mesmo, às 14.11 horas de ontem. Na Ilha Branca estavam 47 pessoas, entre turistas da Austrália, EUA, Reino Unido, China e Malásia e guias neozelandeses. Havia um grupo descido do navio cruzeiro Ovation of the Seas. Havia três barcos turísticos na zona e um helicóptero da Volcanic Air – aparece no chão, de pás partidas – com cinco pessoas a bordo. Salvaram-se enquanto os resgates foram possíveis. A instabilidade das massas de ar, a toxicidade e a falta de visibilidade travaram-nas cedo. Com uma constatação: “Não há sinais de vida”. Cinco pessoas foram encontradas mortas, uma trintena tirada com vida, alguns feridos, de várias nacionalidades. Já esta terça-feira, uma pessoa morreu no hospital e o balanço de desaparecidos estabelece-se em oito.

Ao largo, outro grupo não queria acreditar que descera do Whakaari 20 minutos antes do drama (uma das traduções para a palavra maori “whakaari” é precisamente “drama”, no sentido de encenação dramática).

Michael Schade, norte-americano, oferecera a visita aos pais. “Não foi a minha melhor escolha”. São dele algumas das imagens mais trágicas do dia, retratando um vulcão inconstante numa ilha deserta que acolhe dez mil pessoas por ano e que estava, agora, na sua época alta de visitas.

Jornal de Notícias

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