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Taxa de pobreza em África regride para os níveis de 2011

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Five year old Desire Matanda uses a pan with sand and water to search for fine particles of gold along the Odzi River in Mutare, Zimbabwe. Many children who are out of school, due to poverty and a crippling strike by teachers are complimenting household incomes by doing odd jobs such as gold panning along rivers and deep pits. EPA/AARON UFUMELI

 

A diretora regional do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), Ahunna Eziakonwa, disse esta terça-feira que a taxa de pobreza no continente pode regressar aos níveis de 2011 devido aos efeitos da pandemia de covid-19.

“Uma queda de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita implica um aumento de 75 milhões de pessoas em situação de pobreza, o que reverte a taxa de pobreza no continente para os níveis de 2011, o que é mais preocupante devido ao alto nível de informalidade das economias”, onde só 17% de africanos beneficiam de algum tipo de proteção social, disse Ahunna Eziakonwa.

Na intervenção final da sessão inaugural da Conferência Económica Africana, a dirigente do PNUD vincou que “é preciso desenhar um futuro que olha para além da recuperação em 2030 e redescobrir o zelo na definição de políticas eficazes, principalmente porque quando os recursos públicos são mais necessários, muitos países estão a enfrentar dificuldades com o alto nível de endividamento”.

Para Ahunna Eziakonwa, há cinco aspetos fundamentais que os governos têm de abordar quando desenham as políticas de recuperação económica: a solidariedade internacional, a industrialização, um novo contrato social, um aumento da proteção social e uma aceleração da digitalização para acelerar o desenvolvimento económico.

Leia também: • Estudo avança em África para encontrar tratamentos de casos menos graves.

A edição deste ano da Conferência Económica Africana, organizada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), pela Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA) e pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), decorre em formato virtual de hoje (Dez 8) até quinta-feira, com o tema ‘África para além da covid-19: aceleração para um desenvolvimento sustentável inclusivo’.

África registou 248 mortes devido à covid-19 e mais 10.220 novos casos de infeção nas últimas 24 horas, contabilizando agora 54.101 óbitos causados pelo novo coronavírus, segundo dados oficiais.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o continente africano conta agora com 2.271.809 casos de pessoas infetadas nos 55 membros da União Africana.

JN/MS

 

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