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Situação dos migrantes nas ilhas gregas é “explosiva”, diz Conselho da Europa

A comissária dos direitos humanos do Conselho da Europa, Dunja Mijatovic, alertou esta quinta-feira que a situação dos migrantes nos campos das ilhas gregas é "explosiva" e está "à beira de uma catástrofe".

“A situação dos migrantes, incluindo requerentes de asilo, nas ilhas gregas do mar Egeu piorou dramaticamente nos últimos 12 meses”, indicou Mijatovic aos jornalistas, após uma visita de cinco dias.

A comissária apelou a “medidas urgentes para lidar com as condições terríveis em que milhares de seres humanos vivem”.

Depois de visitar os campos sobrelotados das ilhas de Lesbos e Samos, Dunja Mijatovic disse que ficou “chocada com as horríveis condições de higiene” em que vivem os requerentes de asilo.

“Há uma flagrante falta de atendimento médico adequado nesses campos sobrelotados que visitei, onde as pessoas esperam horas para conseguir comida e ir à casa de banho, onde há”, advertiu a comissária.

Atualmente, mais de 34.000 pessoas vivem em campos com capacidade para apenas 6.300, em cinco ilhas gregas.

Os campos de Lesbos e Samos são os mais sobrelotados e as condições de vida têm sido denunciadas repetidamente por organizações não-governamentais (ONG) que defendem os direitos dos migrantes e refugiados.

“As autoridades gregas devem agir rapidamente”, realçou Mijatovic acrescentando que “os direitos humanos não são respeitados”.

“A imagem é chocante para a Europa do século XXI”, sublinhou.

Pela primeira vez desde 2016, a Grécia tornou-se novamente este ano a principal porta de entrada para requerentes de asilo na Europa, um problema que tomou o Governo de direita de Kyriakos Mitsotakis, eleito em julho, que defende o reforço dos controlos de fronteira e da concessão de asilo.

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