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Rússia proíbe entrada no país de ministros e altos dirigentes dos EUA

Russian President Vladimir Putin attends a joint meeting of the State Council Presidium and the Agency for Strategic Initiatives via a video link at the Novo-Ogaryovo state residence outside Moscow on April 15, 2021. (Photo by Alexei Druzhinin / SPUTNIK / AFP)

A Rússia anunciou esta sexta-feira que vai proibir a entrada no seu território aos ministros norte-americanos da Justiça e da Segurança Interna, assim como ao conselheiro de política interna, ao chefe do FBI e ao diretor dos serviços secretos.

Além de Merrick Garland, Alejandro Mayorkas, Susan Rice, Christopher Wray e Avril Haines, respetivamente, o ministério dos Assuntos Estrangeiros russo disse ainda que a mesma medida será aplicada ao chefe do gabinete prisional dos EUA, Michael Carvajal, ao antigo conselheiro de Donald Trump, John Bolton, e ao antigo líder da CIA, Robert Wolsey.

Segundo o ministério russo, todos estes responsáveis participaram de alguma forma “na implementação de uma linha anti-Rússia” seguida pela política norte-americana.

Os nomes, de uma lista normalmente secreta, foram tornados públicos devido ao “caráter inédito” das tensões provocadas por Washington, acrescenta o ministério russo.

As proibições fazem parte de um “pacote de medidas anunciado esta sexta-feira por Moscovo, em resposta às novas sanções decretadas pelos Estados Unidos, tais como a expulsão de diplomatas e a proibição de entrada no seu território a altos funcionários do Estado.

A Rússia disse, no entanto, estar aberta à ideia de uma cimeira entre Vladimir Putin e Joe Biden, o que considera uma proposta “positiva”.

A troca de medidas punitivas entre os dois países ocorre num momento em que as relações entre os dois rivais geopolíticos continuam a deteriorar-se, tendo como pano de fundo as acusações de ingerência por parte dos EUA, nomeadamente na eleição presidencial de 2020, assim como de espionagem e ataques cibernéticos.

Washington anunciou na quinta-feira a expulsão de 10 diplomatas russos e a proibição de bancos americanos de comprarem dívida emitida por aquele país desde 14 de junho.

JN

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