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Proibido casamento judaico em Nova Iorque que ia juntar 10 mil convidados

Governor of New York Andrew Cuomo announced October 6, 2020 tough new restrictions in several areas recording high infection rates to try to ward off a second coronavirus wave. Andrew Cuomo ordered non-essential businesses, including gyms and restaurants, closed in parts of Brooklyn and Queens in New York City. (Photo by Johannes EISELE / AFP)

 

As autoridades de saúde de Nova Iorque proibiram, por causa da covid-19, a celebração de um casamento na tradição dos judeus ortodoxos, previsto para segunda-feira, que poderia juntar até 10 mil convidados

“Podem casar-se, mas não podem convidar milhares de pessoas para o casamento. O resultado é o mesmo, afinal, e é também mais barato”, afirmou o governador do Estado norte-americano de Nova Iorque, o democrata Andrew Cuomo, ao anunciar, no sábado, a medida durante uma conferência de imprensa.

O casamento hassídico (corrente judaica), do neto de um rabino, iria realizar-se no bairro de Williamsburg, no distrito nova-iorquino de Brooklyn, onde vive uma grande comunidade judaica ortodoxa.

Em certas zonas de Brooklyn, em particular em várias áreas de maioria judaica ortodoxa, houve um aumento do número de casos de contágios pelo novo coronavírus em setembro, com as autoridades a ameaçarem com a retoma das medidas de confinamento se a situação não melhorar.

O bairro de Williamsburg não figura, no entanto, nas chamadas “zonas vermelhas”, uma vez que não teve surtos de covid-19. Recentemente, a comunidade judaica ortodoxa protestou em Nova Iorque contra as restrições localizadas que foram postas em prática para travar a pandemia, acusando as autoridades de estigmatização.

O governador de Nova Iorque ordenou, na semana passada, o encerramento do comércio não-essencial até ao fim do mês e limitou a 10 pessoas o acesso aos locais de culto nos bairros habitados por judeus ortodoxos.

Estados Unidos com 701 mortos e 59.740 casos em 24 horas

Os Estados Unidos são o país com mais mortos e também com mais casos de infeção confirmados. Nas últimas 24 horas registaram 701 mortes por covid-19 e 59.740 casos, de acordo com uma contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Desde o início da pandemia, o país totalizou 8.100.662 infeções e 219.156 óbitos, segundo os números contabilizados pela universidade norte-americana, sediada em Baltimore (leste), até às 20 horas de sábado (1 hora deste domingo em Portugal continental).

Leia também: • Estudo confirma primeiro caso de reinfeção por covid-19 nos EUA

Embora Nova Iorque já não seja o estado com o maior número de infeções, continua a ser o que contabiliza mais mortes, mais de 33 mil, um número semelhante ao de países como Peru, Espanha ou França. Seguem-se, em número de vítimas fatais, os estados do Texas (17.437), Califórnia (16.942), Nova Jérsia (16.204) e Florida (15.917).

A Califórnia é o estado com mais casos confirmados (873.324), seguindo-se o Texas (847.605), Florida (752.481) e Nova Iorque (482.891).

JN/MS

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