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Primeiro-ministro libanês demite-se esta segunda-feira

Explosões em Beirute

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, vai entregar ainda esta segunda-feira ao Presidente Michel Aoun a demissão do Governo, disse, esta segunda-feira, o ministro da Saúde do Líbano, Hamad Hassan.

 

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Prime Minister Hassan Diab, the Lebanese Prime Minister announced on 08 August that advanced elections would be organized in a bid to answer the demands of the people, which they asked for during the protests on 08 August in the wake of a huge explosion which rocked Beirut port killing at least 150 people and injuring thousands of others. EPA/DALATI

 

Falando aos jornalistas após uma reunião do executivo, Hamad Hassan disse que todo os membros do Governo apresentaram a demissão. Hamad Hassan acrescentou que Diab vai dirigir-se ao Palácio Presidencial para “entregar a resignação, em nome de todos os ministros”.

A demissão do executivo está relacionada com as explosões no passado dia 04 no porto de Beirute, que provocaram pelo menos 158 mortos e cerca de 6.000 feridos, e ainda na sequência das acusações de corrupção que levaram a uma crise económica sem precedentes e também à má gestão da pandemia de covid-19.

Antes do início da reunião do Governo, quatro ministros tinham já apresentado a demissão. Domingo, demitiram-se a ministra da Informação, Manal Abdel Samad, e o do Ambiente e do Desenvolvimento Administrativo, Damiamos Kattar, e, já hoje, a da Justiça, Marie-Claude Najm, e o das Finanças, Ghazi Wazni. Além do Governo, pelo menos nove deputados do Parlamento libanês também apresentaram a demissão.

Domingo, demitiram-se a ministra da Informação, Manal Abdel Samad, e o do Ambiente e do Desenvolvimento Administrativo, Damiamos Kattar, e, já hoje, a da Justiça, Marie-Claude Najm, e o das Finanças, Ghazi Wazni. Além do Governo, pelo menos nove deputados do Parlamento libanês também apresentaram a demissão.

As explosões, que as autoridades libanesas têm atribuído a um incêndio num depósito no porto onde se encontravam armazenadas cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio, deixaram também cerca de 300.000 pessoas desalojadas, havendo ainda, segundo os mais recentes dados oficiais, cerca de duas dezenas de desaparecidos. As explosões viram também alimentar a revolta de uma população já mobilizada desde o outono de 2019 contra os líderes libaneses.

JN/MS

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