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Peregrinos começam a chegar aos milhares a festival na Índia

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Hindu devotees gather at a ghat of the River Ganges ahead of their religious Kumbh Mela festival in Haridwar on January 13, 2021. (Photo by Money SHARMA / AFP)

 

Peregrinos começaram a chegar aos milhares, apesar da pandemia de covid-19, às margens do Ganges, na Índia, na véspera do Kumbh Mela, um importante festival hindu que atrai milhões de visitantes durante várias semanas.

“Esperamos entre 800 mil e um milhão de pessoas aqui apenas na quinta-feira”, disse Siddharth Chakrapani, um dos organizadores da peregrinação à cidade de Haridwar, no norte do Estado de Uttarakhand, que dura sete semanas.

“A pandemia preocupa um pouco, mas estamos a tomar todos os cuidados”, garantiu Chakrapani, enquanto a Índia é oficialmente o segundo país com mais infetados no mundo pelo novo coronavírus, que já fez mais de 150 mil mortos no país.

“Tenho certeza que Maa Ganga cuidará da segurança dos peregrinos”, declarou Chakrapani, referindo-se ao rio Ganges, onde o banho é um ato sagrado para os fiéis hindus. Um fluxo constante de visitantes, muitos deles sem máscara, tentava respeitar uma certa distância física nas margens.

As famílias procuravam um lugar para deixar os seus pertences, antes de se revezarem para se banhar nas águas frias do rio. De acordo com a mitologia hindu, deuses e demónios travaram guerra por um jarro sagrado, o Kumbh, que continha um elixir da imortalidade. Algumas gotas escaparam em quatro locais diferentes que, hoje em dia, acolhem alternadamente estas festividades.

A última peregrinação, que aconteceu em Prayagraj (antiga Allahabad), em Uttar Pradesh, em 2019, acolheu 55 milhões de pessoas em 48 dias. Mas este ano, devido à pandemia, os participantes deverão ser menos.

Esta semana, outros feriados religiosos são celebrados na Índia, com destaque para o Gangasagar, em Calcutá, onde as autoridades esperam cerca de 15 mil pessoas, e em Madurai, no Estado de Tamil Nadu (sul), para as festividades de Jallikattu, durante as quais touros são soltos em meio da multidão.

Embora especialistas alertem para o risco de uma terceira onda epidémica, a vida está gradualmente a retomar a normalidade no segundo país mais populoso do mundo. A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.963.557 mortos resultantes de mais de 91,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

JN/MS

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