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ONG pede prioridade na vacinação de jornalistas, já morreram mais de 600

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Franck Huet, head of the hospital pharmacy division of the AP-HP (Paris Hospitals), speaks to the press in front of boxes of Pfizer-BioNTech Covid-19 vaccines at their arrival in the AP-HP central pharmacy on the outskirts of Paris on December 26, 2020, before being transported to hospitals in Sevran and Dijon.(Photo by STEPHANE DE SAKUTIN / POOL / AFP)

Mais de 600 jornalistas morreram em todo o mundo devido à covid-19, alertou esta semana a organização suíça Press Emblem Campaign (PEC, sigla em inglês), pedindo às autoridades prioridade na vacinação aos funcionários do setor.

De acordo com os dados desta organização não-governamental (ONG), 602 jornalistas morreram devido à covid-19 desde março de 2020.

A América Latina lidera a lista, com mais da metade dos óbitos (303 mortes), vindo a seguir a Ásia com 145 mortes, a Europa (94), a América do Norte (32) e a África (28). O Peru é o país com o registo mais pesado (93 de acordo com a Associação Nacional de Jornalistas do Peru).

O Brasil surge em segundo lugar, com 55 vítimas, seguindo-se a Índia (53), o México (45), o Equador (42) e o Bangladesh (41). Nos Estados Unidos, 31 vítimas da covid-19 foram contabilizadas, segundo a ONG. A Itália é o país europeu com mais óbitos, com 37 jornalistas mortos pelo novo coronavírus.

A ONG, com sede em Genebra e fundada em junho de 2004 por um grupo de jornalistas de vários países, especificou, no entanto, que não é possível diferenciar os jornalistas infetados no trabalho daqueles que foram infetados nas suas vidas privadas.

“Devido à sua profissão, os jornalistas que vão a campo informar estão de facto particularmente expostos ao vírus. Alguns deles, em particular ‘freelancers’ e fotógrafos, não podem trabalhar apenas em casa”, disse o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen, num comunicado à imprensa.

Além disso, a organização pede que os jornalistas sejam tratados como trabalhadores da linha da frente e beneficiem-se da vacinação prioritária quando a solicitarem.

O número real de vítimas no mundo certamente é maior, segundo a PEC, porque a causa das mortes de jornalistas às vezes não é especificada ou a sua morte não é anunciada e, em alguns países, não há informações confiáveis.

A contagem do PEC é baseada em informações dos meios de comunicação locais, associações nacionais de jornalistas e correspondentes regionais da organização.

O PEC, cujo secretário-geral é um ex-jornalista da agência de notícias suíça ATS, faz campanha para melhorar a proteção dos jornalistas em áreas de conflito e crise.

Esta organização tem, como muitas outras ONG cujo programa de trabalho está diretamente ligado às metas e objetivos das Nações Unidas, um “estatuto consultivo especial com as Nações Unidas”, que lhe permite falar durante determinados debates no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Esta organização também faz um levantamento anualmente o número de jornalistas assassinados no mundo. Desde o início da pandemia, também contabiliza os que morreram em decorrência da covid-19 e apoia pedidos de auxílio financeiro, quando necessário, para familiares de jornalistas que morreram de coronavírus.

A pandemia de ​​​​​​​covid-19 provocou pelo menos 1.869.674 mortos resultantes de mais de 86,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

JN/MS

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