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Itália bloqueia TikTok após morte de menina de 10 anos em desafio

An Indian mobile user browses through the Chinese owned video-sharing ‘Tik Tok’ app on a smartphone in Bangalore on June 30, 2020. – TikTok on June 30 denied sharing information on Indian users with the Chinese government, after New Delhi banned the wildly popular app citing national security and privacy concerns.
“TikTok continues to comply with all data privacy and security requirements under Indian law and have not shared any information of our users in India with any foreign government, including the Chinese Government,” said the company, which is owned by China’s ByteDance. (Photo by Manjunath Kiran / AFP)

 

A rede social TikTok foi esta sexta-feira bloqueada temporariamente em Itália, para utilizadores cuja idade não está confirmada, na sequência da morte de uma menina de 10 anos que participava num desafio naquela plataforma.

A Autoridade para a Proteção de Dados Pessoas anunciou, em comunicado, a determinação de “bloquear a rede social chinesa” com efeitos imediatos até 15 de fevereiro, altura em que se estima que o TikTok já tenha correspondido às obrigações do regulador italiano.

Em concreto, a rede social está proibida de utilizar “os dados de utilizadores cuja idade não foi determinada com uma segurança absoluta”, detalhou aquela autoridade, citada pela agência AFP.

A decisão surgiu poucas horas após ter sido revelada a morte de uma menina de 10 anos, em Palermo, no sul da Sicília, por asfixia enquanto participava no desafio ‘jogo do lenço na cabeça’ [Blackout Challenge, em inglês], que consiste em estar o maior tempo possível sem respirar, e se filmava com o próprio telemóvel para o TikTok.

O registo desta criança na rede social, que é muito popular entre adolescentes, “não foi recusado pela empresa” apesar da idade, que era inferir ao mínimo de 13 anos previsto pelo TikTok, sublinhou ainda.

A autoridade de proteção de dados instaurou um processo contra a rede social em dezembro de 2019, criticando a “falta de atenção à proteção de menores, a facilidade de contornar a proibição de registo de menores e a falta de transparência e clareza nas informações fornecidas aos usuários, bem como configurações predefinidas que não respeitam a privacidade”.

JN

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