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Estudo confirma primeiro caso de reinfeção por covid-19 nos EUA

"The Lancet"

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Foto: STEPHANIE LECOCQ/EPA

Um homem sem problemas de saúde conhecidos foi infetado com o novo coronavírus por duas vezes, revelou um estudo publicado na revista “The Lancet”. É o primeiro caso confirmado de reinfeção nos EUA, mas o fenómeno não deve ser generalizado, alerta um dos autores.

Um homem de 25 anos, saudável e residente no condado de Washoe, no Estado do Nevada, testou positivo ao novo coronavírus em duas ocasiões distintas, uma em abril e outra em junho. Em maio, tinha acusado negativo em dois testes. O caso é reportado num artigo científico elaborado por um grupo de investigadores daquele Estado norte-americano, na revista científica “The Lancet, e descreve aquele que será o primeiro caso confirmado de reinfeção pelo novo coronavírus nos EUA.

Depois de ter sido infetado pela primeira vez, em abril, quando foi diagnosticado durante uma testagem a nível comunitário, o homem voltou a dar entrada no hospital, a 5 de junho, com febre, dores de cabeça, tonturas, tosse e náuseas. Um novo teste confirmou que estava novamente positivo. E, de acordo com os autores do estudo, desta última vez foram detetados níveis mais elevados de vírus no organismo do indivíduo, que teve de receber oxigénio. “A análise do genoma do SARS-CoV-2 mostrou diferenças geneticamente significativas entre cada variante associada a cada ocorrência de infeção. A segunda foi sintomaticamente mais grave do que a primeira”, pode ler-se no estudo.

Fenómeno é raro e não deve ser generalizado

Embora sejam precisos mais estudos para perceber como funciona a imunidade ao vírus, os poucos casos de reinfeção conhecidos – seis, no total – têm mostrado que as segundas infeções são mais graves do que as primeiras. De acordo com os investigadores, foram detetados casos similares na Bélgica, Países Baixos, Equador e Hong Kong. Mas, diz Mark Pandori, do laboratório estatal de saúde pública do Nevada e autor principal do estudo, é importante que “esta descoberta em particular não providencie” a “generalização” do fenómeno, que é raro.

O estudo, acrescenta o investigador, “sugere fortemente que os indivíduos que testaram positivo para o Sars-CoV-2 devem continuar a tomar precauções em relação ao vírus, mantendo o distanciamento social, usando máscara e lavando as mãos”.

JN/MS

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