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China nega ter impedido especialistas da OMS de entrarem no país

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An international expert team has set off for China to investigate the origins of the Covid-19 pandemic, but Beijing has yet to provide the necessary access, the WHO chief said January 5, 2021. “Today, we learned that Chinese officials have not yet finalised the necessary permissions for the team’s arrivals in China,” Tedros Adhanom Ghebreyesus told reporters. (Photo by – / World Health Organization / AFP)

 

A China negou, esta quarta-feira, ter impedido a entrada no país de uma equipa de especialistas que vai examinar as origens da covid-19 e garantiu que as discussões com a Organização Mundial da Saúde (OMS) prosseguem.

“A China está em contacto com a OMS para que especialistas possam visitar o país. A China está a trabalhar muito nas ambiciosas tarefas de prevenção, mas ainda enfrenta dificuldades para acelerar os preparativos, algo que a OMS sabe perfeitamente bem”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying.

“Primeiro é preciso concluir os procedimentos necessários e tomar as medidas pertinentes”, justificou.

“Ainda estamos a negociar com a OMS sobre isso”, apontou. “Nunca houve qualquer problema de cooperação entre a China e a OMS. (…) As duas partes estão em contacto para marcar uma data e preparar a visita”, acrescentou.

O diretor da Organização Mundial da Saúde disse esta quarta-feira “estar desiludido” com as autoridades chinesas, por não terem ainda permitido a entrada na China de uma equipa de especialistas que vai examinar as origens da covid-19.

Numa rara crítica a Pequim, Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que os membros de uma equipa internacional de cientistas encarregada de rastrear a origem do novo coronavírus deixaram os respetivos países nas últimas 24 horas, como parte de um acordo com o Governo chinês.

“Hoje soubemos que as autoridades chinesas ainda não finalizaram as permissões necessárias para a chegada da equipa à China”, disse Tedros, durante uma conferência de imprensa, em Genebra.

A missão é formada por dez cientistas (Dinamarca, Reino Unido, Holanda, Austrália, Rússia, Vietname, Alemanha, Estados Unidos, Qatar e Japão) reconhecidos em diversas áreas de atuação. Alguns estão vinculados à OMS e outros à Organização Mundial de Saúde Animal.

Espera-se que os especialistas visitem a cidade de Wuhan, onde foram detetados os primeiros casos de covid-19 em dezembro de 2019.

JN/MS

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