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Bruxelas coloca Portugal de “vermelho escuro”, o mais grave nível de infeção

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EU commissioner for Justice Didier Reynders gives a press conference on ‘Travel within and from outside the EU: Better coordination and additional safeguards’ at the EU headquarters in Brussels, Belgium, 25 January 2021. EPA/JOHN THYS / POOL

 

A Comissão Europeia vai propor aos Estados-membros que se adicione a cor “vermelho escuro” ao mapa do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), que reflete a evolução da pandemia na União Europeia. Uma grande parte de Portugal e Espanha está no nível mais gravoso da covid-19.

Didier Reynders, comissário europeu da Justiça, informou esta segunda-feira em conferência de imprensa, que Bruxelas quer apertar as regras das viagens entre países da União Europeia (UE). Entre as mudanças está o código de semáforos da UE que deverá acrescentar a cor “vermelho escuro” ao mapa do ECDC. Na prática, isto significa que os países europeus com uma taxa de novas infeções superior a 500 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias vão permanecer no nível mais grave da covid-19.

Desta forma, Bruxelas quer aplicar regras específicas à entrada nestes países. Na conferência de imprensa, Didier Reynders deu já exemplos dos territórios mais afetados pela pandemia. “Uma grande parte de Espanha e Portugal, uma parte de Itália e França, no centro da Europa também há muitas zonas, como em alguns países escandinavos” que ficam pintados de “vermelho escuro”. De recordar que o código de cores da evolução da pandemia na União Europeia, começa no verde (situação favorável), segue-se o cinzento, laranja, vermelho e o agora o “vermelho escuro”.

O comissário europeu esclarece que as viagens não essenciais de e para países a “vermelho escuro” são “fortemente desaconselhadas”. Caso, por exemplo, um viajante venha de Portugal e pretenda entrar noutro país da UE por motivos profissionais ou familiares, os Estados-membros deverão exigir um teste à covid-19 antes da partida e quarentena na chegada, “se necessário”, disse Reynders. Para já, resta apenas esperar pela “luz verde” do Conselho da União Europeia para que estas mudanças entrem em vigor.

JN/MS

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