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América bate recorde negativo: há 99 pessoas infetadas a cada minuto que passa

América bate recorde negativo: há 99 pessoas infetadas a cada minuto que passa
US President Donald Trump speaks to reporters after participating in a Thanksgiving teleconference with members of the United States Military, at the White House in Washington, DC, on November 26, 2020. (Photo by ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

Com 279 mil mortos, os Estados Unidos superaram outra marca mítica: são já mais os que morreram de covid do que todos os soldados americanos que tombaram nos 20 anos da Guerra do Vietname.

O número de norte-americanos hospitalizadas com covid-19 passou os 100 mil pela primeira vez desde o início desta pandemia de coronavírus. É um dado de extrema gravidade: a curva do país continua em trajetória ascendente e aquele número já duplicou desde o início de novembro.

Os novos casos aumentaram para um recorde diário de 195 695 pessoas, valor atingido na quarta-feira, 2 de dezembro de 2020. O número diário de mortes situa-se agora em 2733 americanos e está também perto de um novo recorde.

América de joelhos

A doença respiratória aguda está a deixar de joelhos o país ainda presidido pelo negacionista republicano Donald Trump, que já teve covid e não usa máscara, nem advoga o seu uso: desde novembro, a cada nova semana são registadas cerca de um milhão de novas infeções – ou seja, o equivalente a 99 novos contaminados pela doença a cada minuto que passa.

Segundo dados do site estatístico Worldometer, os EUA, que possuem 331 milhões de habitantes, têm agora 14,3 milhões de casos e 279 mil mortos.

O número de pessoas que já morreram de covid ultrapassou outra marca mítica da História dos EUA: são já mais os que morreram em apenas um ano de pandemia do que todos os soldados americanos, mais os das forças aliadas, que morreram em combate nos 20 anos da Guerra foi Vietname, que durou de 1965 até 1975.

E o pior ainda está para vir

Em resposta aos números galopantes, as autoridades sanitárias dos EUA já avisaram que o sistema de saúde enfrentará neste Inverno que está a começar uma pressão sem precedentes. “Dezembro, janeiro e fevereiro serão os momentos mais difíceis na História da saúde pública desta nação”, alertou esta quinta-feira de manhã, citado pela BBC, Robert Redfield, diretor do CDC, o Centro para Controlo e Prevenção de Doenças.

Os casos mais grave estão identificados nos três estados mais populosos: Califórnia (39 milhões de habitantes), Texas (29 milhões) e Florida (21 milhões) e cada um deles regista mais de um milhão de casos.

Na cidade de Los Angeles, onde alguns hospitais estão à beira de esgotar a capacidade de internamento, o mayor Eric Garcetti emitiu uma ordem de emergência, com efeitos imediatos, para que os residentes permanecerem confinados em casa. Um pedido análogo já está em vigor em todo o condado de Los Angeles, que é atualmente o epicentro do surto na América, com um total de 414 185 infetados; só no dia 1 de dezembro, quase seis mil novos casos foram reportados.

Mas o pior ainda estará para vir porque os dados oficiais ainda não contabilizaram as novas infeções que poderão ter ocorrido no feriado do Dia de Ação de Graças, em que milhões de americanos viajaram e se juntaram com familiares e amigos, ignorando os conselhos das autoridades de saúde. Ironicamente, o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day, em inglês), que se celebra nos EUA, Canadá e certas ilhas do Caribe, e que este ano ocorreu a 26 de novembro, é um dia de gratidão a Deus pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano…

“Haverá centenas de milhares de infeções adicionais””, disse Cindy Friedman, outro responsável do CDC.

Aquele organismo federal está agora a suplicar aos norte-americanos que evitem viajar de novo durante a quadra festiva do Natal. Mas as proibições ou restrições temporárias, a havê-las, têm que ser emitidas regionalmente pelos governos estaduais, não havendo uma política federal global nesse sentido.

JN

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