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Greve global pelo clima reúne milhões ao redor do mundo

Manifestantes em mais de 150 países saíram às ruas em defesa do meio ambiente. Um protesto que mobilizou milhões de crianças, jovens e adultos, numa tentativa de chamar a atenção dos políticos, instituições e grandes empresas e fazer com que estes tratem o assunto com mais seriedade e medidas drásticas.

O evento da mobilização conhecida como “Fridays for Future” (“Sextas-feiras pelo Futuro”) começou com Greta Thunberg.  A adolescente sueca de 16 anos que se tornou a líder do movimento reafirmou que há soluções que estão sendo “esquecidas e ignoradas” e pediu que os mais jovens tomem a iniciativa contra o aquecimento global.

O Canadá também foi palco de protestos em mais de 85 cidades e Toronto foi uma das cidades contemplada com esta iniciativa.

O Milénio Stadium conversou com Tania Gill, um dos membros da organização Organizer of Climate Strike – Adult Supporter of Fridays for Future, que afirmou que “We’re here because we need it. We need politics to shift, so that everyone knows we have no choice but to act, to slow down climate change and do everything we can to limit the severe consequences that scientists have made clear are coming”.

Tivemos também a oportunidade de escutar Sonam Chokey, em representação dos Students for a Free Tibet Canada, que nos falou sobre o assunto: “Something that’s really important to keep in mind is that Canada is a colonized land. There are people from all around the world that have had to flee their own countries as refugees to make a home here. For me, personally, I’m Tibetan. I’m here today because I have the opportunity to speak about the climate crisis inside of Tibet. North and South Pole Tibet has the third-largest reserves of water that melts as freshwater. It is responsible for over 2 billion people in Asia, who rely on the water that comes from Tibet. When we talk about climate justice, we have to keep in mind that there are frontline communities all across the world that are also fighting for land or water, for clean air, for the protection of sacred lands and mountains. I think it’s really important for us to continue to have these intersectional conversations and dialogue with other like-minded frontline communities”. Já Julia Batista mostrou a sua preocupação afirmando que marcou presença no protesto em nome do futuro de todos nós. “Estou aqui para dizer que os fogos na floresta da Amazônia não começaram hoje. Eu quero os líderes e as pessoas comuns saibam que quando o mundo terminar o nosso dinheiro não irá servir de nada. Por favor, vamos salvar o planeta Terra!”.

A marcha teve início ao meio-dia, onde o grande grupo fez um circuito que partiu do Queens Park, percorrendo a Wellesley Street, a Bay Street para sul, Queen Street para oeste e University Avenue para norte, de regresso ao ponto inicial.

Os manifestantes envergavam placas e cartazes com várias mensagens poderosas, entre as quais: “O aquecimento global é real”, “Ouça nosso aviso”, “Não há muitos empregos num planeta morto”, “Ouça os povos indígenas”. Foram vários os cidadãos das First Nations que também marcaram presença em defesa do respeito pelo meio ambiente como foi o caso de Philip Cote, MFA – Moose Deer Point First Nation. “I’m here because I want to support the future. I’m here to support the young people. We have a tradition in our culture that talks about hard thinking. Hard thinking is long-term thinking, and hard thinking is not out there for everybody to know, but slowly indigenous people are getting this message out there.  Those that aren’t thinking represent what you’re going to leave as a legacy to the future generations. What’s happening here today is heart thinking: everybody is concerned about the way the environment is going. The way we have global warming, the way we have unchecked pollution going across the land because of commodification of the land… So, this idea of us having a rally here today was about bringing our hearts into mind and thinking about the future. Those young people standing over there, what are we leaving now?”.

O evento principal foi organizado por vários grupos de ativistas liderados por jovens, incluindo Fridays for Future, Justice Climate Toronto e ClimateFast.

Entre as 14h e as 16h os oradores concluíram o comício seguindo-se as apresentações musicais.

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