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FADOalado esgotam em Toronto

Os FADOalado vieram em digressão ao Canadá e esgotaram a Casa dos Açores de Ontário. A banda terceirense foi criada em 2016 e já atuou na Tasca do Chico, uma das casas de fado mais conhecidas de Lisboa.

Sara Costa com Suzanne da Cunha, a presidente da Casa dos Açores de Ontário

A organização do evento foi fruto de uma parceria entre o clube açoriano e uma jovem terceirense, natural da Praia da Vitória. “Emigrei há seis anos e antes organizava eventos na Praia com o meu marido – ele há cerca de 20 anos e eu comecei apenas nos últimos cinco com ele. Já conhecíamos os FADOalado e a nossa intenção foi trazer cá projetos de valor das ilhas e divulgar os jovens que têm muito talento. Mas não vivemos disto, temos apenas este bichinho cá dentro”, disse Sara Costa ao Milénio Stadium.

Sara avançou que algumas mesas estavam vazias porque devido ao mau tempo “algumas pessoas que vinham de longe, de Cambridge e de Montreal acabaram por cancelar” e informou que o próximo evento será um almoço de convívio praiense. “No ano passado já tínhamos feito este tipo de evento e este ano o convite surgiu através do presidente da Câmara Municipal da Praia. Depois teremos, talvez, uma surpresa antes do final do ano, mas ainda é cedo para confirmações”, contou.

No dia 19 de abril o almoço de convívio praiense vai ser seguido do espetáculo Cinco Padres Meia Missa com os comediantes Cláudio Oliveira, Flávio Rocha, Hernâni Rocha, John Borges e Ricardo Martins.

A presidente da Casa dos Açores de Ontário sublinhou que a casa está sempre aberta para iniciativas desta natureza. “A Sara é minha amiga e esta é a segunda vez que trabalhamos juntas. Esta é a nossa primeira festa do ano e penso que estamos a começar muito bem. O jantar foi feito aqui no nosso clube, mas a Sara foi a grande impulsionadora, digamos que foi uma colaboração”, explicou Suzanne da Cunha ao nosso jornal.

A banda tem 10 elementos, quatro músicos e seis vozes femininas. A fundadora, Sara Mota, aproveitou para rever o irmão que vive no Canadá há quase cinco anos. “Na ilha Terceira somos uma ilha de artistas e costumamos dizer que em casa sim casa não tem alguém que canta ou que toca. O projeto surgiu porque todos gostamos de fado, somos amigos e gostamos de cantar juntos. FADOalado porque queria que fosse um nome sonante. Fado é destino e alado é liberdade para voar, e é isso que fazemos, procurando sempre respeitar o fado purista”, informou.

A banda tem seis originais e em abril vai lançar um álbum. “A inspiração para criar os originais às vezes vem da pressão, ou seja, quando vamos atuar à Praia ou a Angra queremos dedicar-lhes uma música e então elas acabam por nos inspirar para criar as letras e as músicas. Temos seis originais- Abraça-me; Terceira Meu Fado; Terra Mãe; Dou Por Mim; Portugal; FADOalado e se tudo correr bem vamos lançar o CD em abril, mas ainda não temos a certeza porque às vezes é difícil arranjar tempo”, acrescentou.

O espetáculo, que decorreu no passado sábado (11), foi pautado pelo sentido de humor característico da ilha Terceira e por uma grande ovação da plateia. Fazem parte do grupo os músicos Bernardo Oliveira (percussão); Diogo Brasil (guitarra clássica); Gonçalo Fonte (acordeão); Ricardo Martins (bandolim) e Tânia Gaspar (piano). Nas vozes Filipa Lima; Ivânia Pires, Leandra Mota; Lizélia Toste e Sara Mota

O grupo já atuou em quase todas as ilhas e na tour ao Canadá atuaram na Igreja de São José em Oakville, na Casa dos Açores de Ontário e na Casa do Alentejo de Toronto. “Foi um ano muito bom, fizemos 28 concertos. Estivemos em Boston, nos EUA, em maio; já fomos a Portugal Continental duas vezes e corremos as ilhas quase todas, faltam só Santa Maria, Flores e Corvo.

O fado regressa à Casa dos Açores a 21 de março com a fadista Vera Brasil, também ela vinda da ilha Terceira, nos Açores.

Joana Leal/MS

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