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“Cultural Expressions” retrata a diversidade da cidade

Alunos do Runnymede Collegiate Institute expõem na Peach Gallery

“Expressões culturais” é a nova exposição que está patente ao público na Peach Gallery em Toronto. Os alunos do Runnymede Collegiate Institute foram convidados a retratar na tela as suas origens e o resultado é surpreendente.

Em declarações ao Milénio Stadium, Susy Cimicata, professora de artes no instituto, explicou o objetivo do projeto. “A ideia era que eles explorassem as suas próprias origens ou que descobrissem mais sobre outras culturas. 99% dos meus alunos envolveram-se muito neste projeto e eles estão muito entusiasmados porque alguns deles nunca tiveram um trabalho em exposição numa galeria de arte”, disse.

Andy Lambard foi outra das professoras que esteve envolvida na “Cultural Expressions”. “Muitos dos nossos alunos pertencem à segunda geração de imigrantes, portanto eles na realidade não nasceram nesses países, mas os pais sim. Alguns foram para casa perguntar aos pais e aos avós mais sobre a sua cultura”, contou.

Isabelle e Tashawna têm orgulho nas suas origens e quiseram mostrar ao mundo que a cultura negra ainda tem muito a dizer. “As letras que escolhi para ilustrar o meu quadro estão relacionadas com a discriminação na América, falam sobre racismo e violência policial contra a raça negra. Queria mostrar que nós não somos apenas entretenimento e que temos algo a dizer à sociedade”, comentou Isabelle Loobie cujo quadro acabou por ser rapidamente vendido. 

Tashawna Barett tem origens jamaicanas e quer inspirar as jovens a não terem vergonha dos seus cabelos. “Inspirei-me na beleza da natureza para ilustrar a beleza do kinky hair. Tenho muito orgulho no meu cabelo e quero encorajar outras raparigas a fazerem o mesmo”, referiu.

O Galo de Barcelos, azulejos e santuários foram alguns dos elementos escolhidos para representar a cultura portuguesa. “Temos que dar a oportunidade aos jovens de se expressarem e demonstrar que nos interessamos pelas suas opiniões. Fui muitas vezes a este Santuário [Bom Jesus de Braga] e lembro-me da minha mãe fazer promessas e subi-lo em joelhos. Hoje já não se pensa desta forma, estamos num mundo mais avançado e mais moderno”, explicou Manuel DaCosta, proprietário da Peach Gallery. 

A diversidade de Toronto foi celebrada com pintura e jazz. “Se pensarmos bem vamos perceber que a arte está em todo o lado. Deste a matemática até à ciência, a subjetividade está sempre lá. Toronto é provavelmente uma das cidades mais multiculturais do mundo e esta exposição é uma excelente forma de revelar que somos um melting pot. E a nossa escola faz o que pode para transmitir isso aos jovens”, justificou Janelle Bylykbashi, do Comité de Artes do Instituto.

Os quadros foram pintados por alunos do secundário e na mostra encontramos quadros dos quatro cantos do mundo.

Joana Leal

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