Comunidade

Toronto Black Film Festival

O Toronto Black Film Festival (TBFF ) esteve em alta na cidade. O festival é dedicado a dar a vozes únicas no cinema a oportunidade de apresentar ao público novas maneiras de olhar o mundo. Um festival dinâmico, refrescante e audacioso, cuja ambição é incentivar o desenvolvimento da indústria cinematográfica independente e promover mais filmes sobre a realidade dos negros de todo o mundo. O evento foi realizado de 12 a 17 de fevereiro, com uma organização bem cuidadosa e muitos convidados.

Com muita satisfação e alegria, o Milénio Stadium conversou com a presidente e fundadora do festival, Fabienne Colas, que nos contou como o festival tem crescido e se vem mantendo firme: “There is no secret, it’s hard work, it’s the passion of the filmmakers and the good films that we keep getting. It is also the support of torontonians and the support of our partners”

Joyce Fuerza, coordenadora da programação do TBFF, realçou a importância da diversidade e oportunidade: “This is a very important festival that offers a platform for diversity for people who don’t have necessarily a voice or somewhere to showcase their work”.

O festival, na sua 8ª edição, teve na programação 75 filmes de 20 países, entre eles vários filmes em língua portuguesa. Com várias curtas e longas-metragens em exibição, é o maior festival de cinema negro do Canadá e atrai milhares de pessoas por ano.

Um dos vários filmes brasileiros presentes no TBFF foi a curta metragem “The Spinning Top” (O Pião), da diretora, produtora e roteirista Karina Mello. “Para mim é uma grande oportunidade, estar num festival como este, em que eu posso ver não só a diversidade dos filmes negros mas também todas as histórias belas e emocionantes a que eu terei a oportunidade de assistir”, disse Karina ao Milénio Stadium. Já a produtora e diretora Constacia Laviola disse-nos que “é um prazer estar aqui e mostrar ao mundo que a diversidade é a base do povo brasileiro e o quanto é importante a diversidade para o mundo”.

O TBFF comemora a diversidade nas comunidades negras através do cinema. Os filmes iluminam, divertem e convidam o público a ver o mundo a partir da experiência de outra pessoa. Ao conectar filmes negros com espectadores de todas as cores e origens étnicas, reconhecemos as diferenças que nos tornam únicos e celebramos os valores compartilhados que nos unem. A união através da arte permite que membros de todas as comunidades culturais se entendam melhor.

Este ano o filme de abertura do festival foi “Pricess of the Row”. O produtor desta longa-metragem, Shawn Autins, mostrou-se feliz e surpreso com o festival e com a audiência presente no dia da abertura: “It’s a great festival, I didn’t know anything about it but we entered and they chose us to be the opening screening, which was a great honour. This audience here is a great audience, they were so engaged and reacting to everything that I would love for them to react to. I think the festival pulls together a great engaged diverse audience, perfect for the film”.

Nesta edição, realçou-se a iniciativa da The Fabienne Colas Foundation’s Youth & Diversity Program, que se foca na formação de jovens dos 18 aos 30 anos na indústria cinematográfica.

Este ano destacamos ainda a presença do realizador, produtor, escritor e ator Spike Lee, que foi homenageado na noite de quinta-feira, dia 13.

Este é um festival que decorre durante o Black History Month – o que, por si só, já o torna poderoso. A 9ª edição já está a ser preparada e os nossos leitores não podem perder.

Francisco Pegado/MS

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