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Tony Sousa e o futuro da comunidade portuguesa

“Que sejamos mais unidos”

O Clube Cultural Português de Mississauga é uma das associações portuguesas que mais adesão tem do público e prepara, com muita frequência, festas e atividades de índole cultural, que muito contribuem para a perseveração da cultura portuguesa.

É um dos clubes que não pertence à ACAPO. Há cerca de 17 anos que tomaram essa posição e assim se mantêm.

Tony Sousa não se quis pronunciar sobre a ACAPO, nem sobre o motivo pela qual o PCCM não faz parte dessa aliança. No entanto, tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre o que pensa da realidade destas associações, dos jovens e do futuro.

 

Qual a sua opinião do estado atual dos clubes? Não apenas do de Mississauga.

Em relação a nos, acho que estamos num bom caminho. E eu acho que os outros também estão, mas têm que saber dar a volta talvez de forma diferente – envolver a nossa juventude, por exemplo, tal como nós estamos a fazer e trabalhamos bastante para isso. Toda a gente diz que os clubes e associações vão acabar, porque a juventude não quer saber, mas acho que não é bem assim. Nós temos um grupo grande de juventude que se interessam pelo clube… Eu sei que daqui a uns anos eles têm as vidas deles e às vezes não conseguem conciliar. Mas no nosso caso, temos um grande exemplo – o nosso vice-presidente, Jorge Mouselo, que comparado comigo é um jovem, ele tem apenas 46 anos! Portanto, tenho esperança que os clubes continuem a existir e nós, com certeza, estamos a fazer os possíveis para que assim seja. E também vejo que há outros clubes que estão a fazer por isso.

 

 

O que pensa do envolvimento dos jovens nos clubes e associações e de que forma combatem a ausência dessas gerações nestes meios?

Eu penso que as coisas devem ser assim: nós temos tentamos que eles vejam a nossa perspetiva e também nos pomos nos sapatos deles para ver a deles. Temos que nos compreender uns aos outros. Nós também precisamos entender que eles não podem dar todas as semanas tempo ao clube, porque eu também se fosse jovem também não queria. Por isso não somos muito exigentes, eles podem vir dois fins-de-semana num mês ou assim, e ajudam! Não podemos pedir muito – temos mesmo que compreender que eles são jovens, e se nós nos pusermos no lugar deles e os entendermos, eles também nos entendem. Eu penso que talvez seja esse o nosso segredo.

Mesmo se os incentivarmos a fazer um evento, ou se eles quiserem fazer um evento, nós estamos lá para ajudar, fazemos juntos, até para que eles se integrem… Claro que depende, há certas coisas que eles fazem só para eles, para os mais jovens. Mas a nossa ideia é dar-lhes um “empurrão”.

 

 

Na sua opinião, qual o futuro da comunidade portuguesa e, em particular, dos clubes e associações?

Eu sei que a comunidade portuguesa, por vezes, não é muito unida. Mas a verdade é que quando acontece grandes desgraças, seja em Portugal ou aqui, a comunidade junta-se e é forte!

Em relação future dos clubes e associações, acho, no entanto, que a comunidade tem realmente que ser mais unida e deixar de pensar em “quem manda mais” – eu penso que o problema reside aí, toda a gente quer mandar mais que o outro… Mas faço votos e trabalho para que sejamos todos mais unidos, em tudo. Acho que todos ganhamos com isso.

 

Catarina Balça

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