Comunidade

Tanto Portugal! Imenso orgulho!

A cerimónia de homenagem aos pioneiros assinalou o início oficial das comemorações do Dia de Portugal, na Grande Toronto, Canadá.

Naquele momento tão simbólico, em pleno High Park, junto ao monumento que por um lado nos atiça a memória e por outro nos espicaça o futuro, senti verdadeiramente o que é ser português aqui, do outro lado do Atlântico.

A memória que é preciso não deixar que se apague, como bem sublinhou José Eustáquio nas breves palavras que dirigiu a todos os presentes, lembrando que a dinâmica e a força da comunidade portuguesa no Canadá, começou com homens como António Sousa (infelizmente já falecido – pai de Charles Sousa, atual Ministro das Finanças do Ontário) e António Viola que assistia à cerimónia, apoiando na sua bengala os seus 97 anos de vida.

Com a sua presença naquela manhã, acompanhado da sua família mais chegada, António Viola mostrou-me a força, a coragem, e a determinação de todos quantos, como ele, um dia resolveram procurar uma vida melhor. Mário Viola, com o seu pai ao lado, ajudou-me a compreender a dimensão da aventura de um homem que chegou ao Canadá pela primeira vez, no dia 7 de Junho de 1952 – sem saber uma palavra de inglês, sem emprego garantido, sem conhecer ninguém. Dei comigo a pensar que António Viola, ali ao nosso lado, personifica o português que enfrenta os desafios e se atira para o desconhecido, o português que se afirma e vence, apesar das adversidades.

Chega a ser emocionante perceber que foram estes homens – os “Sousa” e os “Viola” da comunidade portuguesa em Toronto – os grandes responsáveis pelo desbravar de caminho, que hoje se apresenta como de oportunidade para tantos. Sim! Estou a falar do presente e do futuro e dos “pioneiros” que hão-de vir para contribuírem para o fortalecimento da nossa cultura e forma de estar na sociedade canadiana.

O futuro que, como sublinhou Kátia Caramujo, da comissão organizadora das comemorações do Dia de Portugal, só faz sentido se se respeitar o passado.

A cerimónia, simples, curta, mas muito sentida, teve como cenário o verde do High Park e o colorido dos trajes de alguns dos grupos folclóricos que transportam Portugal para Toronto, em cada dança e cantiga.

Naquela manhã de domingo junto ao monumento de homenagem aos pioneiros, senti Portugal.

Madalena Balça

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