Comunidade

Semana Cultural na cidade outonal: lançamento de livro(s) na Casa dos Açores do Quebeque

O lançamento do meu livro IRMÃOS E IRMÃS DA COROA – AS FESTAS DO ESPÍRITO SANTO NO CANADÁ, na Casa dos Açores do Ontário (CAO), teve lugar a 6 de outubro, dia da abertura da Semana Cultural da CAO. Tive a oportunidade de o ir relançar na 13ª Semana Cultural da Casa dos Açores do Quebeque, no dia 24. Estava confiante que também lá haveria interesse sobre o primeiro estudo científico sobre a religiosidade dos portugueses no Canadá. Não me enganei: regressei a Toronto de mala leve e de coração cheio.

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Ambas as semanas culturais açorianas têm agora lugar em outubro, um dos mais belos meses no Canadá, tanto mais que o outono ameno permitiu que se conservasse a folhagem dourada e acobreada, aqui e ali tornada escarlate pelo frio das noites. Andar pelas ruas de Montreal foi um prazer raro e gostoso, antes que as ventanias e as chuvadas nos roubem a folhagem fragilizada das árvores e arbustos e o calor das tardes.

Regressar a Montreal é também voltar às minhas raízes migratórias, família e amizades de longa data. Vir lançar um livro comporta preocupações e requer preparação, mas nem isso prejudicou a sensação de estar em miniférias na “belle province”. A minha semana cultural decorreu em duas dimensões: na comunidade portuguesa e no “mainstream”, desta feita com uma ida ao Museu das Belas Artes para ver uma exposição sobre o Egito antigo intitulada: SEIS MÚMIAS, SEIS VIDAS. Com as novas tecnologias, estas exposições conseguem recrear espaços e épocas, e levar-nos a conhecer, com maior acuidade científica, como viviam e morriam essas gentes. Fez-me bem à alma!

Estive, depois, presente ao serão da abertura da Semana Cultural da Casa dos Açores do Quebeque (ACQ), “Promovendo a Cultura Açoriana desde 1978”, a 23 de outubro, consagrado à música e ao folclore. A Filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval ensaia desde há anos no andar superior da Casa. Ouvir os hinos tocados na sala e com tanta qualidade, foi emocionante. Seguiu-se a atuação do Rancho Folclórico da Casa, “Ilhas de Encanto”, formado em maioria por jovens. Nada como um Pezinho da Vila ou um Balho Furado para empolgar uma sala em peso!

Quinta-feira tem sido o dia do grupo de terceira idade “Reviver” da Casa. O serão foi consagrado ao teatro à literatura. Passou, em primeiro lugar, o grupo coral, seguido de um “sketch” tirado de uma peça da autoria de Emanuel Martins. A cena passa-se numa sala de aulas para imigrantes a aprender a língua oficial do Quebeque. Os três personagens principais – dois castiços micaelenses e a “jovem” professora de francês -, fizeram-nos rir gostosamente com as suas tiradas e subentendidos irreverentes.

Foi a vez de se fazer o lançamento do meu livro. Passar do pândego ao sério acarreta alguma apreensão… Mas, com a sala cheia e bem-disposta, a meia hora de curta palestra com PowerPoint passou-se depressa; até porque as “iguarias” da gastronomia açoriana, servidas no fim do programa, já nos aguardavam.

Devido a obrigações familiares, foi-me impossível estar presente no serão de sexta-feira, dia 25, em que se inaugurou a exposição de “muralismo” de Kevin Ledo, e se apresentou o livro HISTÓRIA DO CLUBE DESPORTIVO SANTA CLARA da autoria de João Pacheco de Melo, convidado dos Açores. Tão pouco me foi possível participar no Jantar de Gala de sábado para celebrar o 41º Aniversário da CAQ no Centre Carlton.

O meu grande obrigado vai para os voluntários, diretores e o executivo da Casa, este nas pessoas do seu presidente Alfredo Ponte e da sua secretária Paula Ferreira que apresentaram os eventos. É muito gratificante estar entre pessoas que nos apreciam e acarinham.

Bem hajam todos aqueles e aquelas que, em três províncias do Canadá, promovem, com dedicação e trabalho voluntário, a cultura dos Açores e da diáspora e o convívio entre luso-canadianos.

Ilda Januário

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