Comunidade

Nossa Senhora do Monte: Madeirenses celebram a padroeira

Os madeirenses celebraram a sua padroeira – depois da missa seguiu-se a procissão da Nossa Senhora do Monte que foi acompanhada pela Banda do Sagrado Coração de Jesus.

Em declarações ao Milénio Stadium, Luís Bettencourt, presidente da Casa da Madeira de Toronto, explicou-nos que a festa pretendeu prestar uma homenagem. “Este ano vamos homenagear os sócios que já não estão connosco e as 13 pessoas que morreram, em 2017, quando uma árvore caiu na Festa da Nossa Senhora do Monte no Funchal, na Madeira”, informou.

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A missa foi celebrada pelo padre José Martins Fernandes que dirigiu uma mensagem aos imigrantes. “A Nossa Senhora da Nazaré saiu de sua casa para ir ajudar outra pessoa que estava aflita, o que significa abertura, generosidade e entrega. Todos os imigrantes saíram das suas casas, mas às vezes não saíram de dentro de si mesmos, ficaram fechados com os seus medos e as suas reservas. Ser imigrante é uma bênção porque nos dá a possibilidade de receber valores de outras culturas e manter, em simultâneo, os nossos”, disse ao nosso jornal.
A festa da Nossa Senhora do Monte decorreu a 17 e 18 de agosto no Madeira Park. O parque foi adquirido pelo Clube da Madeira de Toronto em 1963, está localizado em Georgina e tem quase 50 hectares de área.

Bettencourt relembrou que embora seja português, o espaço está aberto a toda a comunidade. “Quero agradecer a dedicação de todos os fundadores e voluntários. Espero que as próximas gerações gozem este espaço e que tragam consigo mais canadianos”, contou.

José Rodrigues, Conselheiro Permanente das Comunidades Madeirenses no Canadá, apelou à união. “Gostava que fossemos todos unidos, madeirenses e portugueses em geral. Sendo o dia do meu aniversário, nada melhor do que celebrar junto com a nossas gentes que são um povo festeiro e alegre”, avançou.

Para além da célebre espetada de carne, os visitantes puderam ainda saborear algumas iguarias da Madeira, nomeadamente, peixe-espada-preto com milho frito; atum de escabeche e bifanas.

Gledis Casanova nasceu na Venezuela, numa família de padeiros, mas aprendeu a fazer o bolo do caco quando emigrou para a Madeira. “Embora tenha tradição nesta área, só aprendi a fazer o bolo do caco na Madeira, de onde o meu marido é natural. Depois quando vim para o Canadá continuei a fazer, gosto muito de bolo do caco e com manteiga de alho é delicioso. Hoje já amassei mais de 80 kg de farinha e ontem foram à volta de 200 kg”, explicou.
Há dois anos que Luís Leite faz malassadas à moda dos Açores na festa da Nossa Senhora do Monte. “Nasci na Graciosa, mas casei com uma madeirense. As malassadas açorianas têm mais procura, as da Madeira são em forma de bola e são mais pequenas. Os principais ingredientes são farinha, fermento, ovos, água, limão, açúcar e sal. No sábado vendemos cerca de 600 malassadas e hoje já saíram à volta de 400”, adiantou.

João Luís Mendonça e Héliodoro Jardim vieram de propósito da Madeira, mas a viagem dos artistas esteve em risco. “Os nossos artistas deveriam ter aterrado na quinta-feira e só chegaram no sábado. Esperemos que a Azores Airlines repense nestas situações que têm deixado um sabor amargo na boca dos passageiros”, lamentou José Rodrigues.

Décio Gonçalves, Zé Nandes e Karma Band foram outros dos artistas que animaram o fim-de-semana da festa da Nossa Senhora do Monte.

Joana Leal


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