Comunidade

Mais de 120.000 pessoas no Dundas West Fest

É o primeiro de uma série de festivais de rua em Toronto – o Dundas West Fest (DWF) decorreu de 7 a 8 de junho entre a Ossington Street e a Lansdowne Avenue ao longo de 12 quarteirões da cidade. Este ano a 7.ª edição foi organizada pela nova Área de Melhoramento Económico (BIA) da Dundas, uma mudança que agrada aos portugueses.

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“Para já porque afirma a nossa identidade e o nosso nome de uma ponta à outra. Temos muitos portugueses não só no lado este como no lado oeste e, na realidade, se formos ver no mapa o Little Portugal está indicado como a zona toda, por isso não faz sentido estarmos só num bocadinho. Era muito lógico que se juntassem as duas porque o evento principal que fazemos é este, que requer um esforço brutal de toda a gente, de todos os voluntários e era um pouco ridículo termos dois chairs”, disse AnaBela Taborda, chair do BIA Little Portugal.

Nesta edição passaram pelo DWF mais de 120,000 pessoas e a organização pondera estender a duração do festival no próximo ano. “Gostávamos de prolongar até ao domingo, mas a logística é complicada porque com as tendas as pessoas ficam com pouco espaço para assistir à Parada”, lamentou Taborda.

Pollyana Zappala é brasileira e aproveitou a oportunidade para mostrar um pouco da sua cultura ao filho. “São dois dias em que podemos estar mais perto da nossa cultura e além do mais gosto tanto desta área que decidi morar aqui. Vou mostrar ao meu filho o conceito de festival de rua que é bastante comum no Brasil. Agora vamos passear e fazer pinturas de rosto, mas depois vamos comer comida gostosa”, contou ao Milénio Stadium.

Festival de Folclore Raízes do Nosso Povo

Inserido nas comemorações do mês de Portugal, a ACAPO integrou a 26.ª edição do Festival de Folclore Raízes do Nosso Povo no DWF. “Já tínhamos feito aqui o festival de folclore infantil e correu muito bem porque o DWF é muito multicultural. Estivemos em negociações com a BIA durante algum tempo e este ano conseguimos estabelecer aqui o palco. A localização não podia ser melhor porque estamos junto da Igreja de Santa Helena e vão passar por este palco cerca de 14 grupos”, informou Kátia Caramujo, presidente da Comissão Ad Hoc da ACAPO.

A cultura e a comida portuguesa estiveram bem representadas no coração de Toronto e na organização encontrámos um rosto brasileiro. Alex Bordokas fala todos os dias português e já trabalha na produção do festival há dois anos. “Falo com os mais velhos, com os comerciantes, com os moradores e com os artistas. Não sei se vocês sabem, mas este é o bairro de Toronto que concentra mais artistas. O DWF é o melhor festival de rua de Toronto porque não é comercial e vale a pena assistir aos concertos nos palcos Lulaworld e Garrison”, avançou ao nosso jornal.

O meio ambiente, a alimentação saudável e a pobreza infantil são algumas das preocupações dos pequenos comerciantes que marcaram presença neste festival de rua. Michelle Genttner é uma das proprietárias do Unboxed Market, o antigo M&M, e uma das suas preocupações é diminuir a utilização de plásticos. “Sempre quisemos apostar num pequeno supermercado e agora com a crise ambiental estamos a tentar fazer com que as pessoas reduzam a utilização de plástico. Todos nós somos responsáveis e temos a obrigação de mudar os nossos hábitos para as próximas gerações. Estamos abertos desde fevereiro e hoje temos muita comida portuguesa: bifanas, pastéis de bacalhau, pão com chouriço, sumos naturais”, adiantou.

Lançada em 2015, a Tenfed é uma marca de roupa sediada em Toronto que tem uma missão solidária. O nome resulta da fusão de duas palavras, “Ten” com “Fed”, o que significa que por cada peça de roupa vendida dez crianças carenciadas recebem uma refeição. Mike Wallis e Kory McLaughlin já conseguiram servir 160,000 refeições e este ano querem chegar às 500,000. “Eu trabalhava na área corporativa e o meu sócio tinha a sua própria empresa de jardinagem. Em agosto de 2015 abandonámos as nossas carreiras e criámos a Tenfed – trabalhamos em parceria com a Kids Against Hunger Canada, uma associação não governamental que envia comida para 60 países do mundo inteiro”, referiu.

Oliver Couto é luso-descendente e é proprietário de uma loja que vende produtos feitos à base de mel. “A Bee Shop está localizada no 1340 da Bloor Street West e temos todo o tipo de produtos derivados do mel. Desde sabonetes, cremes, velas, geleia real, própolis e mel é claro. Talvez as pessoas não saibam, mas o mel é um alimento muito saudável e cada vez há mais estudos que o comprovam”, enumerou.

Joana Leal

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