Comunidade

Luso-Can Tuna angaria dinheiro para trazer TAUA a Toronto

É a única tuna portuguesa da América do Norte – a Luso-Can Tuna fez 21 anos e parece que foi ontem que este projeto começou na Universidade de Toronto.

Ana Bailão, hoje vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto, recorda-se desse dia. “Hoje temos aqui a prova de que estávamos certos quando pensámos que um projeto desta natureza poderia interessar aos jovens. Julgo que a maioria deles já terá nascido cá e esta é uma oportunidade de conhecerem a sua herança cultural e manterem a língua portuguesa viva em Toronto”, explicou.

Bailão tocava cavaquinho, mas confessou-nos que a música nunca foi o seu forte. “Acho que era o mais fácil, eu sempre tive capacidade organizativa, mas musical realmente não tinha nenhuma. Uma das nossas primeiras saídas foi a Lisboa e uma das nossas colegas nunca tinha ido a Portugal e então quando ela aterrou queria saber se cheirava a Lisboa, como na música (risos)”, contou.

Rui Gomes, Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, passou pelo Pearson Convention Centre, no sábado, 14 de setembro, para felicitar a Luso-Can Tuna e lamentou nunca ter feito parte de uma tuna académica. “Celebrando 21 anos de existência e sendo a única tuna na América do Norte são motivos mais do que suficientes para estarmos de parabéns e eu gostaria de agradecer a esta associação por manter viva esta tradição que é tão conhecida em Portugal. Na universidade onde estudei havia uma tuna, mas nunca tive jeito nem para cantar, nem para dançar (risos)”, disse.

Com cerca de 25 elementos, a maioria mulheres, o grupo apresentou uma música original – “Parte tudo” – e o dinheiro angariado vai apoiar a deslocação da tuna madrinha ao Canadá no próximo ano. “Nós temos mais raparigas do que rapazes, parece que nos ranchos também é assim. Normalmente toco bombo e cavaquinho, mas hoje vou tocar pandeireta. A minha prima, a Mónica Marques, fez parte da fundação desta tuna e quando eu estava no secundário aprendi a tocar ukulele, um instrumento havaiano que é parecido com o cavaquinho”, explicou a presidente Sandy Costa.

Catarina Gomes, autora da nova música do grupo, partilhou com o Milénio Stadium o que a inspirou. “Já não temos uma original há mais de 10 anos e hoje vamos tocá-la pela primeira vez. A letra é inspirada num dos nossos membros porque quando fomos a São Miguel ela falava, gesticulava, entornava bebidas e ficou com a alcunha de parte tudo. Achámos graça e criámos a música”, justificou a maestrina da Luso-Can Tuna.

Lídia Marques tem duas filhas no grupo e está feliz por ambas se identificarem com a cultura portuguesa. “A Nancy e a Sara já estão neste projeto há cerca de um ano e meio. A música não está na família, mas elas sempre gostaram muito de cantar desde pequenas. Elas souberam do projeto na Universidade de York e eu sempre apoiei desde o início porque acho que é ótimo”, referiu.

Lucas Alves é um dos novos elementos da Luso-Can Tuna e informou que o projeto o ajudou a integrar-se no Canadá. “Nasci em Portugal e emigrei com 13 anos, acabei por vir porque a minha irmã me convenceu. Hoje tenho 18 anos e estou muito feliz por fazer parte deste grupo”, avançou.

A Tuna Académica da Universidade dos Açores (TAUA) é madrinha da Luso-Can Tuna e no próximo ano vem a Toronto.


Autor(a): Joana Leal
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