Comunidade

Galeria dos Pioneiros recebe apresentação do novo livro de Daniel Bastos

No dia 22 de junho a Galeria dos Pioneiros Portugueses, em Toronto, abriu as portas para o lançamento do novo

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livro concebido por Daniel Bastos.

 

 

O historiador reuniu o espólio de Gerald Bloncourt, o fotógrafo humanista que retratou a explosão de liberdade que tomou conta do país durante e após a Revolução de 25 de Abril de 1974. A documentação destes trabalhos resultou na obra Gérald Bloncourt – Dias de Liberdade em Portugal, que agora chegou à comunidade lusa em Toronto. “Acho que faz todo o sentido estar cá porque sendo esta uma obra de homenagem aos homens e mulheres que lutaram pela construção de um Portugal melhor, livre e democrático, acho que os melhores exemplos que nós encontramos desta liberdade, democracia e desta construção deste país mais fraterno, mais justo e solidário se encontram no seio das nossas comunidades e dos nossos imigrantes. Imigrantes que, na maior parte dos casos, saíram do país à procura de melhores condiçōes de vida, em tempos ainda de ausência de liberdade. Portanto esta é uma forma de vir trazer um pouco da história da pátria e origem para eles darem a conhecer aos seus filhos, e de lhes transmitir um profundo agradecimento por tudo o que têm feito em prol da consolidação da democracia no nosso país” – disse Daniel Bastos ao Milénio Stadium.

O livro é prefaciado pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da Direção da Associação 25 de Abril, uma das instituições de referência do Portugal democrático. Em representação da Associação 25 de Abril em Toronto, Artur Jesus baseou a sua intervenção no grande pedaço da história que ainda está por contar: “Este livro é muito importante para mim como para todos os que vão ler e que têm conhecimento do que aconteceu. Tudo o que é sobre a liberdade ou dias de liberdade toca-nos a nós. Saber e também compartilhar com os nossos filhos e netos, que às vezes eles querem fugir e não querem entender. Mas temos de lhes fazer ver o que foram os nossos antepassados. Porque o 25 de Abril trouxe-nos muita coisa. Livrou-nos da corrupçāo, ditadura, fome, miséria… foi muito importante para todos nós”.

Na sessão de apresentação esteve também presente o presidente da Liga dos Combatentes – Núcleo do Ontário, Armando Branco, que viveu o 25 de abril em Moçambique, deixando por isso um desafio ao autor: contar o lado oculto da Revolução dos Cravos. “(Em Moçambique) era totalmente diferente daquilo que se celebrava em Portugal. Porque já havia sintomas da descolonização e as coisas em relação à segurança dos civis nas colónias já não estavam a ser garantidas. Passámos dia muito graves. Houve muitas desgraças. E ainda ninguém teve coragem de escrever um livro em que dissesse o que foi a descolonização após o 25 de Abril”.

O livro, uma edição trilingue em português, francês e inglês, aborda factos históricos que medeiam a Revolução dos Cravos e a celebração do Dia do Trabalhador na capital portuguesa. A obra já tinha sido apresentada junto de outras comunidades portuguesas pelo globo e chega agora a Toronto com o apoio do comendador Manuel DaCosta. “Este é um projeto que eu e o Daniel ja falámos há muito tempo. De dois em dois anos queríamos divulgar uma história diferente da democracia em Portugal, que como foi dito hoje foi uma democracia muito complicada e que ainda não foi explorada. Acho que há valor em cada livro, que é diferente. São histórias pequenas mas importantes e, divulgadas em sequências, as pessoas realmente absorbem mais a informação. E eu penso que é importante dizê-las”. Continuar-se-á a dizê-las, com o autor a revelar que já tem mais uma obra em preparação. Assim se vai construindo um legado que não deixa morrer a história do nascimento da democracia portuguesa.

Telma Pinguelo

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