Comunidade

Concertinas enchem LiUNA Local 183

Joana Leal

Arsenal organiza 21.º Festival de Concertinas e de Cantares ao Desafio

Não foi suficiente para bater o record do Guiness mas o Arsenal do Minho juntou sábado na LiUNA Local 183 um número considerável de concertinas. O 21.º Festival de Concertinas e de Cantares ao Desafio cresceu e veio para ficar.
Foi em 2017 em Ponte de Lima, Viana do Castelo, que Portugal entrou para o Guiness quando reuniu 897 tocadores de concertinas. Em Toronto, António Letra foi um dos principais impulsionadores do Festival.
Em entrevista ao Milénio Stadium, Letra não conseguiu esconder a sua felicidade. “Como se diz na gíria, o Festival vai de vento em popa e temos aqui vários jovens que são exemplo disso mesmo. Os minhotos quase que já nascem com as concertinas nos dedos (risos)”, diz.
A grande surpresa da noite foi a actuação do grupo Bombos do Arsenal do Minho. O grupo integra vários elementos da direção do Arsenal e era um sonho antigo. Directamente de Portugal veio Naty Vieira, a detentora do título “A Rainha das Cantadeiras” e Ângelo Veloso (Anjinho) acompanhado pela jovem Diana Monteiro.
Segundo os historiadores os cantares ao desafio remontam à Idade Média e surgiram como uma espécie de cantigas de escárnio e mal dizer do povo.
Naty trouxe um reportório irreverente, onde não faltaram os clássicos problemas conjugais e provou que tem uma grande capacidade de improvisação. A cantadeira foi acompanhada por Valter S. Martinho na concertina.
Por cá o Arsenal do Minho tenta promover a cultura minhota e ensina a tocar concertina. “Nós temos uma escola no Arsenal. A concertina não é um instrumento fácil mas temos seis jovens tocadores”, sublinha Letra.
Em declarações ao Milénio Stadium, António Letra sublinhou a necessidade de criar uma única casa do Minho. “Em vez de estarmos a triplicar recursos financeiros no Barcelos, na Casa do Minho e do Arsenal poderíamos ter uma única sede. Na minha ótica há pequenez e tacanhez de espírito de algumas pessoas”, remata.
A nível político estiveram presentes a Ministra da Cidadania e da Imigração de Ontário; a deputada federal Julie Dzerowicz e a vice-presidente da autarquia de Toronto, Ana Bailão. Ambas entregaram os tradicionais certificados e felicitaram o Arsenal por fazer parte do multiculturalismo e da diversidade do país.
Para o futuro, a meta é continuar a fazer melhor. “There’s always room for improvement. Não queremos estagnar, antes pelo contrário. É preciso ter abertura para seguir em frente”, conclui António Letra.

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