Comunidade

Carnaval à moda da Terceira em Toronto Casa dos Açores recebeu 11 grupos

Joana Leal

O Carnaval ou o Entrudo, como lhe queiram chamar, é uma festa com um significado particular para a maioria dos açorianos, sobretudo para os terceirenses. Na ilha Terceira as tradicionais danças e bailinhos conferem ao Carnaval um estilo singular e não é à toa que este povo é conhecido por ser o mais festeiro do Arquipélago.
Aqui em Toronto, na Casa dos Açores, não foi excepção. No sábado foram 11 os grupos que atuaram ao longo de dez horas. As letras foram inspirados no quotidiano e não faltou a crítica política e social. Mas como é Carnaval ninguém leva a mal.
Por ordem de actuação, a lista de grupos foi a seguinte: 1.º Bailinho da Graciosa; tema “Quem será o pai das crianças”; letra de Hélio Costa e música do grupo; 2.º Dança do Pandeiro dos Amigos da Terceira; tema: “A defender as nossas tradições”; letra de Armindo Amarante e música do grupo; 3.º Bailinho de Hamilton; tema “Dança do vizinho”; letra de Tony Silveira e música do grupo; 4.º Grupo dos Amigos das Tradições Terceirenses; tema: “Fofinha das confusões”; letra de Roberto Picanço e música de Manny Ramos; 5.º Bailinho da Banda do Senhor Santo Cristo; tema: “Desapega-te; letra e música do grupo; 6.º Grupo dos Amigos da Casa; tema: “As desgraças do Santo”; letra de Mário Fernandes e música de Bruno Silva e Ruben Martins; 7.º Irmandade do Emigrante; tema: “Uma tourada na Augusta”; letra e música do grupo; 8.º Grupo dos Jovens das Tradições Terceirenses; tema: “Família XXXL”; letra de João Mendonça e música de Carla Branco; 9.º Clube Português de Mississauga; tema: “Restaurante à moda do freguês”; letra de Rui Garcia e música do grupo; 10.º Bailinho da Igreja de S. José de Oakville; tema: “Duas velhas de viagem ao Canadá”; letra de Ramiro Nunes e música do grupo e 11.º Grupo da Caloura; tema “Cá em casa manda a Rosa”; letra de João Mendonça e música do grupo.
Em declarações ao Milénio Stadium, Suzanne Cunha, presidente da Casa dos Açores, disse que a organização do Carnaval foi uma estreia. “Quem costumava organizar o Carnaval era o Sport Clube Lusitânia mas estou muito orgulhosa, temos aqui mais de 250 pessoas a assistir às Danças de Carnaval. Sinto o peso da responsabilidade porque não quero desapontar a nossa comunidade e sou suspeita mas acho que o balanço é muito positivo”, adianta.
Na recta final do segundo mandato, Suzanne Cunha levanta a ponta do véu e dá a entender que se vai candidatar a um terceiro mandato. “À partida vou continuar porque tenho o apoio dos sócios e da direção. É um trabalho desafiante porque não é fácil agregar tantas vontades mas faço-o com muito gosto. Tenho muito orgulho nas minha raízes açorianas”, avança.
Os próximos eventos da Casa dos Açores são a Festa do Dia do Família e de São Valentim, amanhã, dia 17, e uma noite de fados que deverá acontecer nos finais de março.

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