Comunidade

ACAPO continua sem presidente

Escritório vai mudar de localização

A ACAPO continua sem conseguir eleger uma nova direção. A Aliança de clubes de Ontário reuniu, no passado domingo (10), na Casa do Alentejo para tentar encontrar um novo presidente, mas a Comissão Ad Hoc mantém-se em funções.

Em declarações ao Milénio Stadium, José Maria Eustáquio, antigo presidente da ACAPO, não manifestou surpresa. “Se o Presidente da República tivesse confirmado que vinha a Toronto em junho garanto-te que, se calhar, tínhamos aqui cinco ou seis listas para ficar à frente da Aliança. E nos clubes é exatamente igual, se o presidente da Câmara da Póvoa de Varzim vier cá asseguro-te que os poveiros têm três pessoas interessadas em serem presidentes do clube naquele ano. A maioria dos membros da nossa direção só vão aparecer no 10 de junho. Quando precisamos de ajuda para pedir dinheiro, não aparece ninguém. Para além disso, os eventos demoram muito tempo para serem organizados e a burocracia da autarquia não ajuda nada”, disse.

Kátia Caramujo continua na posição de presidente da Comissão Ad Hoc porque ainda não está preparada para ser presidente. “Já estava à espera disto e como sou teimosa não quero abandonar o barco. O meu maior medo em assumir o cargo de presidente do executivo é que isso possa absorver ainda mais a minha vida pessoal. Vejo o que o Joe Eustáquio passa com a ACAPO, eu ainda só tenho 30 anos e há muitas outras coisas que gosto de fazer. Mas se surgirem mais voluntários talvez eu me sinta à vontade para assumir a presidência”, explicou.

Um dos assuntos abordados na reunião foi a possível saída de clubes da Associação. Apesar de algumas divergências internas, o Rancho Folclórico Ribatejano de Toronto optou por manter-se na Aliança. “Foi tudo um mal-entendido porque a secretária não compareceu na reunião em que o assunto ficou resolvido. Ela queria sair da ACAPO, mas eu não concordo porque o nosso grupo tem apenas três diretores e gostamos sempre de participar na Parada e nos outros eventos da Aliança. Acho que essa decisão não cabe só a uma pessoa e além do mais trabalhamos todos para o mesmo fim”, esclareceu José Avelino.

A permanência do Rancho Folclórico Ribatejano de Toronto na ACAPO foi uma grande conquista. “Há cerca de três anos que existia esta ameaça e hoje saímos daqui com uma boa notícia. Talvez em 2020 com a Casa de Macau possamos também ter um desfecho igual”, acrescentou Caramujo.

A comissão ganhou alguns novos nomes e vai ser responsável por organizar as comemorações do Dia de Portugal cujo momento alto será a Parada que está agendada para 9 de junho. “Estou de saída porque não concordo com pessoas que usam os clubes para os seus interesses privados. Mas não vou abandonar a cultura portuguesa nem a Associação, vou continuar a dar apoio à próxima direção e à ACAPO, quero apenas avançar com os meus projetos pessoais na área da promoção da gastronomia portuguesa”, avançou Augusto Bandeira, presidente cessante da Associação Cultural do Minho.

A Aliança fechou o ano com lucro, mas a partir de junho o escritório poderá mudar de localização. “Acabámos de apresentar um lucro de $92 mil para o ano efetivo de 2018, é um resultado bastante bom”, clarificou Eustáquio.
A Associação Migrante de Barcelos aproveitou para esclarecer que a Academia do Gil Vicente de Toronto não faz parte da associação.

O antigo presidente da ACAPO gostava que o Dundas West BIA trabalhasse em conjunto com a Aliança para organizar as comemorações do Dia de Portugal. “Se a Parada acontece na mesma altura do Dundas West Fest porque é que não colaboramos com eles? Se calhar é uma questão de personalidades”, disse.

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