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Academia do Sporting de Toronto vai ter segundo pólo

A festa começou no Brokton Stadium, no mesmo local onde nasceu a Academia do Sporting de Toronto há oito anos. O atual treinador está na família desde o primeiro dia do projeto que continua a atrair a atenção de centenas de jovens que sonham em ser profissionais.

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Em declarações ao Milénio Stadium, Samuel Gyeke explicou-nos que o principal objetivo da academia de futebol é formar cidadãos. “Esta é a nossa casa e somos todos família. Temos aqui jovens muito talentosos com grandes personalidades e o nosso grande objetivo é dar-lhes formação ao nível do carácter para que um dia venham a ser bons cidadãos”, disse.

A Academia tem 22 equipas e os jovens têm idades entre os oito e os 16 anos. Ao nosso jornal, Guilherme Silva contou que não hesitou em inscrever-se no Sporting quando emigrou. “Eu vim para o Canadá há quatro anos e quando vi o Sporting pensei logo em inscrever-me porque é a minha equipa favorita. É bom acordar todos os dias e vir jogar para este estádio, apesar dos treinos serem um bocadinho complicados”, avançou.

Filho de mãe portuguesa e pai escocês, Aarron Cranston joga na Academia de Toronto há cerca de quatro anos. “Esta é a melhor academia de Toronto, os treinadores e o staff são espetaculares, todos nos tratam como família. Quando estamos em campo somos uma equipa e temos uma boa química dentro das quatro linhas”, explicou. 

Em dia de aniversário a Academia homenageou fundadores, treinadores, voluntários e patrocinadores e o presidente assegurou ao Milénio Stadium que em breve a Academia terá um segundo pólo. “Hoje estamos a celebrar oito anos de sucesso e já temos um projeto feito para arrancar com uma segunda Academia do Sporting. Ainda não vos posso avançar muitos detalhes, mas será muito em breve e certamente que será fora de Toronto”, informou Augusto Pires.

José Eustáquio foi um dos nomes que esteve envolvido na fundação da Academia. “Quando estava no 9.º ano costumava treinar neste campo, mais tarde ele tornou-se um foco de criminalidade e de prostituição. Quando me envolvi na Aliança achei que seria bom para os nossos clubes aproveitar as potencialidades deste espaço. Em 2009 os clubes interessados no Brokton Stadium apresentaram um plano que foi a votações e o Sporting acabou por vencer, uma vez que tinha o melhor projeto”, recordou.

O projeto da Academia de Toronto foi replicado por outros clubes, o que enche de orgulho os mentores. “O melhor elogio que podemos receber é quando alguém nos tenta copiar. Agora temos academias do Benfica, Dragon Force, Gil Vicente, Peniche e dizem que outras academias vão ser lançadas. Mas temos um problema idêntico: não é fácil encontrar um espaço para jogar”, referiu. 

Comité do Sporting FC presente no 8.º aniversário

O Sporting Clube de Portugal, que já formou duas bolas de ouro, fez-se representar através de uma comitiva que ficou impressionada com o talento que encontrou em Toronto. “A Academia de Toronto está de perfeita saúde, uma vez que está munida de um bom staff técnico e de jovens talentos que poderão vir a afirmar-se verdadeiramente prodigiosos. Vesti-me a rigor e tive o privilégio de treinar com eles e verifiquei um talento precoce e uma maturidade acima da média na assunção básica do jogo, do ponto de vista tático e das qualidades técnicas”, adiantou Francisco dos Santos, responsável pela expansão e núcleos do Sporting FC. 

Lucas Dias e Mathew Nogueira formaram-se na Academia do Sporting de Toronto e hoje são jogadores profissionais. Nogueira veio de propósito da Madeira, onde é terceiro guarda-redes da equipa A do C S Marítimo. “A adaptação na Madeira não foi fácil, mas a ajuda dos colegas acabou por ajudar. Eu acho que o caminho do sucesso é trabalho e sacrifício, vontade de estar dentro do campo e de dar o máximo. Quero continuar a jogar no Marítimo para um dia chegar à equipa principal”, justificou. 

Christopher Mccurbin sofreu uma paragem cardíaca quando jogava na Academia do Sporting de Toronto em 2011. O clube homenageou-o e a mãe falou-nos sobre o papel do futebol na sua vida. “O Christopher adorava correr, nem me lembro dele a andar, ele gostava de sentir a brisa na sua t-shirt. O futebol foi um grande sacrífico financeiro, às vezes a época acabava e eu ainda estava a pagar a Academia. Quando o inscrevi exigi que tivesse boas notas, entre 85 e 90%, na altura achei que era impossível, mas ele conseguiu”, afirmou. 

A cerimónia decorreu no Oasis Convention Centre em Mississauga a 1 de junho e contou com a presença de sócios e simpatizantes. 

Joana Leal

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