Comunidade

A Associação Mulher Migrante ganha nova vida no Ontário

A Associação Mulher Migrante de Estudo, Cooperação e Solidariedade (AMM) celebrou 25 anos em 2018, em Portugal. A sua presença no Ontário data dos tempos em que a jornalista Maria Alice Ribeiro, Virgílio Pires e mais algumas pessoas foram convidadas pela Dra. Maria Manuela Aguiar – nessa altura Secretária de Estado da Emigração e Comunidades Portuguesas -, para desenvolver a ação da AMM no Canadá. Contudo, após o desaparecimento de Maria Alice, as iniciativas da Associação, em Toronto, foram esporádicas.

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Em 2008, a AMM lançou as Academias Seniores de Artes e Saberes (ASAS-Toronto) num congresso realizado na Universidade de Toronto, a convite da Professora Manuela Marujo. Em 2009, tiveram lugar os “Encontros para a Cidadania” com Manuela Aguiar, Rita Gomes e a ilustre convidada Maria Barroso, com o apoio da Cônsul de Portugal, Maria Amélia Paiva.

Em 2013, Manuela Marujo e eu participámos, pelo Canadá, no Terceiro Encontro Mundial das Mulheres na Diáspora organizado pela AMM em Lisboa. As atas do encontro foram publicadas, com outros textos, num volume intitulado Expressões Femininas de Cidadania. Em 2014, teve lugar, em Toronto, o colóquio internacional “40 anos do 25 de Abril” organizado por Manuela Marujo, com Maria Manuela Aguiar, presidente da assembleia da AMM, e Rita Gomes, presidente do executivo, que resultou em nova publicação – 1974-2014: “40 Anos de Migrações em Liberdade”. Participei no colóquio com uma instalação e um texto.

Em 2015, associei-me à AMM. Em 2016, realizou-se um simpósio intitulado “Mulheres da Diáspora Portuguesa em Movimento”, na Universidade de Toronto que contou, igualmente, com a presença de Maria Manuela Aguiar e de outras sócias da AMM.

Fui, assim, estreitando, com a Associação e as suas mulheres admiráveis, um relacionamento inédito na minha história como mulher migrante desde há mais de 50 anos. Forjei um vínculo diferente com o meu país de origem, baseado na ação cívica em vez de apenas nos laços familiares, nas memórias e na casa dos avós.

Arcelina Santiago, a nova presidente da AMM, eleita após o falecimento de Rita Gomes, encontrou-se com um grupo de mulheres de Toronto, a 31 de outubro de 2018. Convidou-nos a formar uma delegação da AMM no Canadá, deixando-nos livres para escolher o formato e os temas a tratar relativos às mulheres luso-canadianas.
Na nossa primeira reunião, escolhemos ser apenas uma delegação da AMM, sem estatutos próprios nem direção executiva. Em vez disso, teríamos uma secretária-geral, que foi eleita, e um conselho de 10 mulheres, cada uma a contribuir com uma área de conhecimento e um projeto a propor, ou a desenvolver se já iniciado, sobre a sigla da AMMO, a Associação Mulher Migrante do Ontário.

Os projetos da AMMO dividem-se entre os de pesquisa e levantamento de dados sobre as luso-canadianas e as suas atividades; e os de prestação de ajuda prática na comunidade. Desta maneira, as ações de voluntariado de cada ativista passam a ser enquadradas dentro de um pequeno grupo para, depois, serem partilhadas na nossa comunidade e além-mar, com a AMM, sem deixar que um oceano nos separe nas iniciativas em prol da mulher migrante.

A conferência de imprensa, no passado dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, teve lugar no Museu Rosa de Sousa da Casa do Alentejo, e destinou-se a dar a conhecer a nossa existência e o trabalho que nos propomos fazer como Associação Mulher Migrante do Ontário.

A Associação está aberta a todas as mulheres e homens que partilhem da mesma filosofia – elevar o estatuto da mulher num mundo que ainda discrimina contra ela e a desvaloriza.

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