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Alexandre Franco 1945-2019 – Descansa em paz

José Alexandre do Nascimento Lemos de Ribeiro Franco, conhecido por Alexandre Ribeiro Franco, nasceu em Moçambique a 22 de janeiro de 1945.

Foi eleito o melhor jornalista da diáspora portuguesa através do concurso do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Secretaria do Estados e das Comunidades.

Começou a sua carreira jornalística em Moçambique, em 1969. Seis anos depois passou a subchefe da Secção Desportiva do Notícias de Lourenço Marques , hoje Maputo. Entre 1971 e 1976, Alexandre Franco foi apresentador e produtor de programas radiofónicos no Rádio Clube de Moçambique.

Entretanto vai para Portugal onde é apresentador e produtor do programa “Desporto no Mundo” na Antena 1, da Rádiodifusão Portuguesa, em Lisboa.

Alexandre decide depois vir para o Canadá, onde começa por ser gerente da Rádio Portugal de Montreal. Em 1983 é gerente da Rádio Clube Português de Toronto. Entretanto, em 1986, Alexandre Franco funda e assume o papel de gerente da CIRV-FM 88.9, em Toronto.

Em 1990 volta à CIRV-FM e durante três anos é produtor e apresentador de vários programas radiofónicos.

Nesse mesmo ano surge o projeto que lhe marcou a vida e o coração – o jornal Stadium, que mais tarde se passou a chamar Milénio Stadium. Este foi criado e fundado após a fusão de seis jornais luso-canadianos: Stadium, O Milénio, Portuguese Post, Post Milénio, Correio Português e Construction News.

Entre 1998 e 2003 assume a posição de apresentador de notícias desportivas no telejornal da OMNI-TV. Depois fica durante quatro anos a apresentar programas televisivos na FPTV e volta aos microfones da CIRV-FM.

Entre os vários momentos de sucesso profissional que teve, Alexandre Franco entrevistou figuras como o Prof. Cavaco Silva (enquanto primeiro-ministro de Portugal), Dr. Jorge Sampaio (enquanto primeiro-ministro e, posteriormente, enquanto presidente de Portugal), Dr. Mário Soares, Brian Mulroney (enquanto primeiro-ministro do Canadá), Jean Chretien (enquanto primeiro-ministro do Canadá), Dr. João Soares (enquanto presidente da C. M. de Lisboa), Dr. Santana Lopes (enquanto presidente da C. M. de Lisboa), David Miller (enquanto presidente da C. M. de Toronto), Amália Rodrigues (com o privilégio de ter sido o seu apresentador em dois espectáculos realizados em Edmonton e Calgary, no Canadá, em 1985) e Eusébio da Silva Ferreira.
Alexandre Franco dedicou uma vida ao jornalismo e aos portugueses – especialmente àqueles que residem no Canadá, através da rádio, da televisão e dos jornais.

De todos nós, amigos, colegas, jornalistas, ouvintes, telespectadores e leitores – um muito obrigado.

Até sempre Alexandre Franco.

Obrigado por tantas memórias!

Na quarta-feira, 16 de janeiro, perdemos um grande promotor da nossa comunidade, que através da sua força, dedicação, visão e o compromisso de nos informar, contribuiu para o melhoramento de todos nós. O Alexandre Franco dedicou grande parte da sua vida a destacar orgulhosamente muitos dos nossos preciosos momentos e conquistas. Como ativista da comunidade, através da ACAPO e do tempo que estive no Labatt, nos anos 90, e na LiUNA, nos últimos 16 anos, quero manifestar a minha gratidão sem limites para com o Alex Franco.

Numa nota mais pessoal, quero destacar a valorização da sua amizade, amor e compromisso, tanto para comigo como para o meu filho Nicolas. Sim, tínhamos as nossas diferenças, mas eu sempre soube que as superaríamos e que a nossa ligação iria permanecer. Uma história particular, que eu quero partilhar, aconteceu há alguns verões atrás, enquanto eu e o Nicolas passávamos férias na Nazaré, onde o Alexandre decidiu juntar-se a nós por algum tempo. Numa dessas noites, o Alexandre ficou em casa para trabalhar na edição do Milénio dessa semana e, como ía sair até tarde, o Nicolas escolheu ficar em casa com ele. Quando cheguei a casa, já tarde, fui ver se o Nicolas estava no quarto, ele não estava lá mas encontrei-o a dormir aconchegado ao Alexandre. A visão dos dois aconchegados foi um exemplo do coração maravilhoso, preocupação e carinho que ele tinha pelo Nicolas.

A maioria de nós só o conhecia como fundador e editor do Jornal Milénio/Stadium. Durante muitos anos, foi a voz e um dos fundadores da CIRV FM e apresentador de televisão na OMNI TV. Porém, a verdade da questão é que o Alexandre tinha o coração do tamanho de um leão e nós gostávamos muito dele por isso.

O meu pensamento está com a sua mulher Nicole e com as suas duas filhas e família. Iremos ter muitas saudades do Alexandre. Obrigado por enriqueceres as nossas vidas e nos deixares com tantas memórias…
Vamos sempre gostar de ti.

Nicolas e José M. Eustáquio


Há notícias que preferíamos não dar

A notícia caiu como uma bomba – morreu o Alexandre Franco. Estávamos na azáfama própria de dias de fecho do Milénio Stadium – do “seu” Milénio Stadium.

Não tive tempo de privar com o Alexandre. Estive uma única vez com ele, em 2014 num almoço. Recordo a agradável conversa e a partilha de ideias sobre a profissão que ambos escolhemos e pela qual nos apaixonámos. Descobrimos, recentemente, alguns pontos em comum – ambos trabalhámos durante anos na Antena 1 – rádio pública de Portugal -, e ambos jogámos basquetebol. Ele muito melhor do que eu. Claro! O Alexandre foi, aliás, um destacado jogador e notável treinador.

Recentemente, o destino tratou de nos tornar a juntar – desta vez apenas virtualmente, nesta era das mensagens e telefonemas – e encontrei um Alexandre muito profissional, sempre! E muito amável para comigo, que acabava de chegar ao Milénio. Demonstrando uma humildade digna dos grandes, Alexandre elogiava o trabalho desenvolvido pela equipa da MDC Media Group. Sentia-o feliz por ver que o jornal que fundou, continuava a seguir o caminho que lhe traçou há já 28 anos – sério, responsável e cumpridor das regras da deontologia jornalística que Alexandre Franco tão bem conhecia.

Continuava a escrever todas as semanas no Stadium e ainda há pouco tínhamos combinado, para breve, uma participação regular na Camões TV para, com o seu imenso know-how, enriquecer o nosso programa semanal. Ficou por cumprir o projeto. Agora é tempo de descansar Alexandre. Obrigada.

Madalena Balça


Alexandre Franco, um dos grandes rostos do jornalismo luso-canadiano

No decurso desta semana, fomos surpreendidos com a triste notícia do falecimento, aos 73 anos, de Alexandre Franco, um dos grandes rostos do jornalismo na comunidade portuguesa no Canadá. Uma comunidade que se destaca na América do Norte pela sua perfeita integração, inegável empreendedorismo e relevante papel económico e sociopolítico, e que já no ano transato assistiu ao desaparecimento de uma outra figura incontornável do jornalismo luso-canadiano, mormente Fernando Cruz Gomes, decano dos jornalistas da comunidade portuguesa em Toronto.

Natural da cidade moçambicana da Beira, num período em que o território localizado no sudeste do continente africano permanecia uma província ultramarina portuguesa, Alexandre Franco iniciou, no final dos anos 60, a sua profícua carreira jornalística em Lourenço Marques, hoje Maputo, na Rádio Clube de Moçambique.

O conturbado processo de descolonização trá-lo-ia numa primeira fase à pátria lusitana onde começou a trabalhar na Antena 1 e a treinar o Basquetebol Queluz, uma outra área em que se destacou como atleta e treinador, e que marcou a sua predileção pelo jornalismo desportivo. Pouco tempo depois emigraria para a América do Norte, primeiro para Montreal – a maior cidade da província do Quebeque e a segunda cidade mais populosa do Canadá, onde foi colaborador da Rádio Portugal de Montreal – e, posteriormente para Toronto, a maior cidade canadiana, onde foi gerente da Rádio Clube Português de Toronto em 1983 e, pouco mais tarde, após licença, para uma rádio FM na CIRV. Trabalhou ainda, a partir dos finais dos anos 90, na OMNI-TV, onde esteve como apresentador das notícias desportivas, década em que começou a publicar um jornal luso-canadiano, na altura designado Stadium, apenas desportivo.

Presentemente, o generalista Milénio Stadium assume-se como um jornal de referência da comunidade luso-canadiana, integrado na MDC Group do comendador Manuel da Costa, um dos mais ativos e beneméritos empresários portugueses em Toronto. Rosto público e estimado no seio da comunidade luso-canadiana, Alexandre Franco, que foi distinguido em 2010 pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal como o melhor jornalista da diáspora lusa, sublimou ao longo da sua vida a epígrafe de Victor Hugo: “A imprensa é a imensa e sagrada locomotiva do progresso”.

Daniel Bastos


 

“Não quero que o Milénio Stadium morra comigo”

No ano em que o Milénio Stadium celebrou 27 anos de informação, divulgação da língua de Camões e promoção da comunidade portuguesa no Canadá, Alexandre Franco falou à Revista Amar sobre os projetos para o futuro.

Revista Amar: A edição nº 1323 a 14 de abril deste ano, do Milénio Stadium, o Alexandre Franco anuncia e cito “… chegou a altura de pensarmos em darmos um passo (gigantesco) (e demos) em frente, ao nos aliarmos a uma organização que está a dar os seus primeiros passos em termos de comunicação social, a MDC Media Group, que possui a Camões Entertainment, a Camões Rádio e a Camões TV…”, agora, eis a pergunta que não quer calar, porquê este “casamento” após 27 anos de sucesso?

Alexandre Franco: Precisamente por isso, os 27 anos. Há 27 anos, eu tinha quarenta e poucos anos, com muito “sangue na guelra”. Hoje, ao chegar aos 72 anos, quero que o Milénio Stadium tenha a continuidade que merece. Não quero que o Milénio Stadium morra comigo, quero que continue a ser parte da Comunidade Luso-Canadiana durante muitos mais anos. Decidi que a melhor solução seria juntar-me à MDC Media Group, onde estou certo que o Milénio Stadium só poderá melhorar.

RA: O Milénio Stadium sai a 1 de Setembro com uma imagem renovada. O Alexandre pode “levantar o véu” e contar um pouco sobre as novidades e o que levou às mesmas?

AF: Com muito gosto. A partir da edição especial do Dia do Trabalhador, o Milénio Stadium passa a ser muito mais atualizado. Começa pela sua dimensão, a qual vai ser de leitura muito mais facilitada. O seu papel, em toda a sua dimensão e em todas edições passa a ser de Premium Paper, o que vai proporcionar uma qualidade de imagem muito superior à que estamos habituados. Tudo isto para benefício dos nossos patrocinadores e dos nossos leitores, claro.
Nesta altura convém salientar que com esta parceria passámos a beneficiar de um novo departamento de Marketing, também ele muito importante para a continuidade do jornal. Mais colaboradores, mais vendedores, mais pessoas que vão contribuir para a melhoria generalista desta publicação.

RA: Ao longo dos quase 27 anos, o Miléno Stadium foi adquirindo outros respeitáveis jornais da comunidade, como “The Portuguese Post”, “Correio Português”, etc. Qual a importância de (agora) dar vida a esses títulos?

AF: Trata-se de outra medida muito importante, mostrando o respeito que temos por publicações que já foram muito importantes entre nós, passando a utilizá-las como secções das nossas futuras edições. Assim sendo, o “Construction News” vai passar a ser uma secção que se dedica à construção civil entre nós; o Portuguese Post, vai passar a ser o título da secção que se dedica às notícias de Portugal, em inglês; o “Correio Português”, como uma homenagem à grande jornalista que foi Maria Alice Ribeiro, assim como ao seu marido António Ribeiro, que fundou o “Correio Português” em 1962, passa a ser uma secção de homenagem a ambos, com a publicação de histórias do passado; julgo que esta iniciativa vai ser muito do agrado dos nossos leitores.

RA: Em novembro serão 27 anos de Milénio Stadium. O que motiva o Alexandre a publicar semanalmente ao fim destes anos?

AF: O vício de querer fazer aquilo que mais gosto de fazer na vida, sempre a pensar na melhor maneira de informar todos os luso-canadianos, pensando não só nos mais idosos, mas também e muito principalmente, nos mais novos, razão porque publicamos muitos artigos em inglês.

RA: A Revista Amar gostaria de convidar o Alexandre a deixar uma mensagem, aos nossos leitores… à nossa comunidade em geral…

AF: Em primeiro lugar agradecer esta magnífica oportunidade de transmitir a todos os leitores da Revista Amar aquilo que efetivamente deve ser a missão de qualquer órgão de comunicação social. A união que deve ser uma realidade. Deixarmos de olhar única e simplesmente para os nossos umbigos e pensarmos muito mais naqueles que na realidade devemos servir, os luso-Canadianos de uma forma geral.
Aproveitar para realçar as fabulosas iniciativas da MDC Media Group, na pessoa do seu único responsável, Manuel DaCosta, o qual lançou um projeto que ultrapassa todas as expectativas. Arriscado, mas muito bem pensado. É um prazer ter o Milénio Stadium Inc. envolvido e a acompanhar a par e passo todas as iniciativas do MDC Media Group.

Entrevista concedida à Revista Amar em setembro de 2017.

 


Silenciou-se o gigante da Comunicação Social

Depois de tanto lutar pela preservação da sua saúde e continuar a fazer o que mais gostava, Alexandre Franco faleceu deixando uma lacuna na comunidade portuguesa de Toronto, e não só, que mui dificilmente será preenchida. A sua peculiar voz, e os serviços prestados à radio, televisão e jornalismo por escrito eram componentes que tonificavam o caminho percorrido desde África a Portugal e finalmente ao Canadá.

A minha aproximação a ele começou há muitos anos num dia em que ele apresentava um espetáculo em Toronto, no qual eu participava, em que me apercebi do seu interesse, consideração, respeito e amor pelos intérpretes que vivem neste maravilhoso país a quem ele dava o seu incondicional apoio. Anos depois, desfrutava dessas raríssimas qualidades humanas enquanto modestamente colaborava com o jornal Milénio Stadium que ele fundara. Tinha sempre uma palavra para enaltecer e agradecer o meu trabalho, e sabia, de sobremaneira, encorajar-me para continuar. Preocupava-se, de vez em quando, indagar-se do meu estado de saúde e francamente dispunha-se a ajudar-me em algo que precisasse.

Era o meu ídolo em todos os aspetos e por isso aqui fica a minha sentida homenagem inibida de sentidos pêsames à sua família. Senhor Alexandre: Obrigado pela sua amizade e que eternamente descanse em paz.

Avelino Teixeira


 

Mais um Grande Jornalista que nos deixou, desta feita foi Alexandre Franco! A comunidade vai ficando, de cada vez, mais pobre! Já são três Jornalistas Pioneiros de reconhecido valor profissional e comunitário que nos vão empobrecendo de cada vez mais: José Mário Coelho, Fernando Cruz Gomes e agora Alexandre Franco! Homem sempre ligado à comunicação social e ao desporto, nomeadamente ao basketball e particularmente ao futebol, – um dos melhores relatores que eu conheci! – como jornalista profissional esteve no Rádio Clube Português, CIRV Radio, FPTV e Omni Television, entre outros, para além dos jornais Stadium, Post-Milénio e O Milénio.

Juntos, tivemos e desfrutámos de muitas jornadas de glória, nomeadamente no Rádio Clube Português, na Cirv Radio e na FPTV, as quais celebrámos com fervor e que jamais esquecerei!

Certamente a comunidade sentirá a sua falta, tal como aconteceu com a perda do José Mário e do Fernando Cruz Gomes ?

E agora, “Quo-Vadis” jornalismo comunitário? Pela qualidade, experiência e saber dos talentos atrás referenciados, não encontro, neste momento, uma resposta positiva!
Deixo em meu nome pessoal, dos meus familiares e da equipa da FPTV, os nossos mais sentidos pêsames à viúva Nicole Franco e a todos os familiares, particularmente às suas duas filhas que se encontram em Portugal.

Paz à sua alma e que tenha um eterno descanso!
RIP A.J.F.

Obrigado Alexandre Franco, por tudo quanto fizeste em prol da grande comunidade a que todos nós pertencemos.

Frank Alvarez


 

Alexandre Franco. Um amigo, um profissional, uma voz da rádio, um escritor e uma dedicação total à comunidade. Profundamente triste com a partida deste nosso amigo. Descansa em paz.

Our deepest condolences to the family, for the loss of our beloved friend, Alexandre Franco. He was a remarkable man and valuable contributor to the Portuguese media and Community. He will be truly missed.

Jack A. Prazeres


 

Em memória …

… “Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram,
Que eu canto o peito ilustre lusitano a quem Neptuno e Marte obedeceram” …

Em vez de dez, cantar-te-ia os onze cantos das quibziricas, tal considero seja o teu merecimento. E sabes bem, que não é pelo facto da tua extemporânea partida que assim o refiro.
Mas porque estou triste, desalentado e até com uma pontinha de raiva, contenho-me neste ímpeto e curvo-me perante esta tremenda realidade. Da matéria de que somos feitos, ao tomarmos a primeira nota de ser viventes aprendemos logo que não seremos eternos.

Não podemos contudo, contrariar aquilo que se designa por predestinação: devemos sim, entender que a missão de cada um neste planeta, tem um ciclo determinado. Terás cumprido os teus desígnios, meu caro Alex Franco: e este tem de ser o nosso conformismo!

Se espaço houvesse, talvez aqui deixasse para o mundo que nos lê, umas notas sobre uns quantos episódios vividos no passado: mas não o vou fazer, preferindo ser um pouquinho egoísta e preservá-los no baú das memórias. Não devo deixar de referir contudo, que Moçambique nos lançou prematuramente para um mundo moderno e avançado … Noutros locais não conseguimos encontrar uma plataforma de equilíbrio social e emocional… O Canadá proporcionou-nos um reencontro e uma melhor concertação pessoal…
Talvez demasiadas parábolas, mas não encontro melhor forma de contigo comunicar! E passaste por esta linda Casa do Alentejo, onde paralela e conjuntamente, realizámos encontros dum proveito especial.

Sentiremos saudades? Naturalmente que sim! Mas os desgostos por situações semelhantes já vividas, levam-nos a determinação de termos de celebrar a vida.
É essa memória da tua vida terrena que irá prevalecer.

Desta Casa do Alentejo, à qual sempre emprestaste o teu melhor profissionalismo, recebe o reconhecimento e consideração.

Jaime Nascimento


 

Os nossos mais sentidos pêsames ao jornal e a toda a equipa do Milénio Stadium pelo falecimento do amigo Alexandre Franco.
Ao longo dos anos,habituámo-nos a muito apreciar o profissionalismo e a dedicação ao jornalismo com que o Alexandre sempre nos presenteou. Durante diversos anos contribui com alguns artigos e reportagens, para o jornal Milénio e, assim, tive o enorme prazer de colaborar e muito aprender com os seus conhecimentos e dotes de bom amigo e profissional. A nossa comunidade está uma vez mais triste e de luto e a nossa media fica, sem dúvida, mais pobre com esta partida.

Enviamos os nossos sentidos sentimentos à sua esposa e toda a sua família e à comunidade portuguesa em geral. Hoje ficámos mais pobres… muito mais pobres.
Que a sua alma esteja em paz.

Até um dia amigo Alexandre Franco.

Leta e Armando Viegas


 

Bom amigo Alexandre. Não vou estar aqui com muitos floreados acerca da sua partida. Esteja você onde estiver, sei que vai ler esta meia dúzia de palavras simples, mas… sentidas. Creio que existe esse outro lado desta vida. Só isso me mantém por aqui na luta do dia a dia. Da nossa África, você de Moçambique eu de Angola, encontrámo-nos desde bem novos nas lides da rádio, jornais e espetáculos. Sim, porque fizemos parte desses grandes valores artísticos que lá residiam, dos melhores de Portugal. Porque quem lá ia de passagem, “a trabalho ou não”, acabava por ficar. Pois ali sentiam-se num mundo único. O mundo Africano. O contacto com a terra vermelha, com a chuva forte, mas rápida, com o cheiro das frutas silvestres, com o cheiro do capim (mato), selvático, mas doce. Resumindo tudo isto: o cheiro e a FORÇA da Mãe África. Ela abraçou -nos e criou-nos.

Hoje, ao saber que o Alexandre resolveu partir, apenas disse: África perdeu mais um dos seus filhos. O Alexandre. E África tem perdido muitos dos seus melhores filhos que se espalharam pelo Mundo. A nossa Comunidade na perda de cada um de nós, perde mais um dos seus muitos valores. Seja em que setor for. Não precisamos de pertencer aos Senhores e Senhoras da informação do espetáculo, dos empresários, dos cargos cheios de títulos. A comunidade SOMOS TODOS NÓS. Os trabalhadores desta Terra. Que um dia, por vários motivos, aqui viemos parar. Esta Terra acarinhou-nos e deixou-nos ficar até querermos livremente um dia partir. Alexandre, na sua partida que o HOMEM GRANDE lhe dê uma boa viagem. E lhe reserve um cantinho bom e calmo, para você continuar a teclar as “teclas” de uma qualquer máquina de escrever como sempre o fez e muito bem.

R.I.P. Alexandre Franco.
À Nicole e restante família desejo a calma necessária para continuarem a percorrer esta Estrada da Vida.

Maria Fernanda


Fotografias: Arquivo Milénio Stadium – Um agradecimento especial a Fabiane Azevedo pela compilação fotográfica

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